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Atualizado às: 28 de junho, 2006 - 14h54 GMT (11h54 Brasília)
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Vitória contra a Espanha restaura confiança dos franceses na seleção

Jpgadores franceses comemoram vitória sobre seleção espanhola
Vitória restaurou otimismo e confiança na seleção francesa
A vitória de 3 a 1 sobre a Espanha no jogo de ontem pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo restaurou a confiança do povo francês em sua seleção.

Desacreditada pela péssima campanha da primeira fase quando em três jogos conseguiu apenas dois empates e uma vitória sobre a inexpressiva equipe de Togo, a França agora se prepara para enfrentar o Brasil pelas quartas-de-final, embalada pela nova onda de otimismo que tomou conta do país depois da vitória sobre a Espanha.

Todos os jornais franceses de hoje celebram a vitória com títulos elogiosos e dão também grande destaque para o jogo contra o Brasil.

“Quartas de final dos sonhos”, escreve o Le Figaro. “E se a epopéia de 98 recomeçasse?”, indaga em sua capa o Libération.

“O amor próprio e a experiência ofereceram aos "bleus" uma qualificação preciosa. Eles têm agora uma motivação excepcional antes de enfrentar o Brasil no sábado”, analisa o Le Figaro.

“Vencer o Togo era normal. Ganhar ontem representava um missão bem diferente. Envergonhados pelas críticas legítimas e consecutivas às suas fracas atuações nesta Copa, os “bleus” finalmente reagiram da maneira mais convincente”, diz o jornal.

Felicidade

O diário esportivo L’Équipe, que publica como título “Felicidade”, escreve em um editorial na capa que os “bleus” e Zidane, vencedores de um jogo formidável, como não haviam demonstrado há muito tempo, continuam sua aventura por pelo menos mais quatro dias.

“França – Brasil: se tivessem nos dito isso há oito dias, no momento em que os “bleus” avançavam com incertezas em relação ao Togo...”, escreve o L’Équipe, que denomina a partida contra o Brasil de “encontro mágico que relembra o doce perfume de 98”.

Para o reputado jornal esportivo, a seleção francesa reencontrou no jogo de ontem todas suas virtudes que os torcedores temiam que tivessem sido perdidas para sempre: domínio coletivo, solidariedade, paixão pelo combate, energia e eficácia. “E orgulho”, complementa o L’Équipe.

O jornal francês publica uma análise de uma página sobre a seleção brasileira e faz um balanço histórico dos confrontos importantes entre as duas equipes, lembrando os encontros de 1958, de 1986, que valeu também uma vaga nas semifinais e que a França ganhou, e a final de 1998.

“O Brasil, com seus jogadores excepcionais, só tem uma obsessão: uma sexta estrela na camisa auriverde”.

Para o jornal, existe sem dúvida um mal-entendido entre as esperanças desencadeadas pelo quadrado ofensivo excepcional e o que os interessados (ou seja, os jogadores) pretendem fazer nesta Copa.

“O mundo espera que eles incluam beleza em seus gestos. Eles estão obcecados por um único gesto: levantar a taça no dia 9 de julho em Berlim.”

O jornal escreve que as forças do Brasil de Parreira estão presentes nessa massa de talentos capaz de fazer a diferença.

“Mas o talento pesa pouco sem disciplina. E para esta seleção com o percurso relativamente livre até as quartas-de-final, como em 2002, haverá no ar sábado em Frankfurt frente aos “bleus” o perfume do primeiro grande teste nesta Copa”, diz o L’Équipe.

Euforia

“A França para o Brasil não é uma equipe como as outras. Ela é a única, desde a partida das oitavas-de-final de 90, perdida para a Argentina, a ter conseguido tirar a pele dos brasileiros durante um jogo eliminatório direto em uma Copa do Mundo.”

O jornal diz ainda que a seleção brasileira sempre esperou pela revanche contra a França, talvez para provar que uma derrota na final da Copa só poderia ser algo acidental.

Neste clima de euforia popular que se instalou na França desde ontem, quando finalmente a Copa do Mundo parece ter começado para os torcedores do país, um sentimento de admiração ressurgiu também em relação ao craque Zidane, que vinha sendo criticado.

O jogador, autor do terceiro gol contra a Espanha, teve destaque na imprensa do país. “Zidane, a história sem fim.

Em 90 minutos contra a Espanha Zizou provou que ele continua Zidane”, diz o L’Équipe, utilizando o apelido carinhoso que os franceses deram ao craque.

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