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Parreira esconde escalação, mas defende "estrutura" | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O técnico Carlos Alberto Parreira decidiu repetir a estratégia usada antes do jogo contra o Japão e confirmou que a escalação do Brasil para enfrentar Gana, pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo, só será divulgada nesta terça-feira, uma hora antes da partida. Apesar do suspense e do discurso de que todos os jogadores da Seleção Brasileira têm condições de entrar em campo, o treinador deu sinais de que planeja manter o esquema com o quadrado ofensivo, o que aumenta as chances de Adriano começar como titular. “Com os jogadores que temos, é possível formar vários esquemas”, disse Parreira. “Só que, se começar a tentar diretrizes diferentes a cada partida e a cada jogo, você acaba não indo a lugar nenhum.” “Nós temos que ganhar a competição com um time, com uma base, com uma maneira de jogar, que não foi mudada”, acrescentou. “O time mudou contra o Japão, mas mudaram os nomes e não a estrutura. Por isso, as coisas caminharam bem.” Alternativa Parreira não descarta, no entanto, a possibilidade de mudar a maneira de jogar da Seleção Brasileira durante a partida e afirma que a equipe precisa ter alternativas para se adaptar às necessidades de cada jogo. “O esquema não é definitivo, e nem deve ser, em função dos jogos, do adversário e da importância do jogo, mas você tem que ter um ponto de partida”, disse o treinador. “Se houver necessidade de buscar um meio alternativo, será buscado.” O técnico lamentou a ausência de Robinho, que se recupera de uma lesão muscular, mas se recusou a dizer se o atacante seria titular contra Gana se tivesse condições de disputar a partida. Parreira evitou comentar a possibilidade de Juninho Pernambucano ser utilizado no jogo desta terça e se limitou a afirmar que o meia “tem chance (de entrar) assim como todos os outros jogadores” da Seleção. O treinador também não quis fazer uma comparação entre os estilos de Emerson e Gilberto Silva, que disputam uma vaga na equipe. “Os dois são eficientes naquilo que fazem. É uma questão de opção do treinador”, disse. De acordo com Parreira, os jogadores saberiam quem vai para campo na noite desta segunda-feira, depois da exibição de um vídeo com imagens de partidas anteriores da seleção de Gana. Na opinião do técnico, a equipe de Gana será um adversário “complicado” para o Brasil e a partida tende a ser ainda mais difícil por se tratar de um jogo eliminatório. “Daqui pra frente, não tem mais erro. Errou, retorna mais cedo”, afirmou. “É um jogo perigoso, é um jogo de risco. A seleção de Gana é muito boa tecnicamente. Se não tiver determinação e vontade, eles atropelam.” Recordista Para o capitão Cafu, que foi poupado na goleada por 4 a 1 sobre o Japão, a partida desta terça-feira pode ter um sabor especial: se entrar em campo, o lateral passará a ser o jogador brasileiro com mais partidas em Copas do Mundo. Na vitória por 2 a 0 contra a Austrália, Cafu igualou o recorde de Taffarel e Dunga, que disputaram 18 partidas pela Seleção Brasileira em três Mundiais. Em sua quarta Copa, o capitão da equipe atual já é o jogador que mais vezes defendeu o Brasil, com 148 jogos. “Esses recordes vieram naturalmente e isso é uma coisa maravilhosa que acabou acontecendo na minha vida”, disse Cafu. “A força de vontade e a superação fizeram com que eu chegasse a todos esses recordes.” “Isso tudo é fruto de um trabalho de honestidade, um trabalho de muita disposição e o trabalho de uma pessoa que nunca desanimou, mesmo nos momentos difíceis”, acrescentou o lateral. Já o meia Kaká, que tem sido um dos principais destaques do Brasil na Copa, espera uma vitória contra Gana para esquecer da última derrota que sofreu contra a equipe africana. Em 2001, nas quartas-de-final do Mundial Sub-20 disputado na Argentina, Kaká estava na Seleção Brasileira que perdeu por 2 a 1 para Gana, na prorrogação. “Não é uma boa memória que eu tenho do jogo contra Gana. Espero que, dessa vez, seja diferente”, comentou. |
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