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Com ar de mistério, Brasil vê Japão de Zico como teste | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Brasil e Japão entram em campo nesta quinta-feira, em Dortmund, em situações bem distintas. Para a Seleção Brasileira, a partida será um teste de luxo como preparação para as oitavas-de-final da Copa do Mundo. Para os japoneses, o futuro no torneio está em jogo. Mas, se a motivação das duas equipes é diferente, a estratégia utilizada pelos dois treinadores para dificultar a vida do adversário é semelhante: tanto Zico, que dirige o Japão, como Carlos Alberto Parreira decidiram esconder a escalação até minutos antes do jogo. “O jogo não é um jogo de risco. O Brasil já está classificado”, disse Parreira. “Temos que analisar várias variantes e tomar a decisão mais adequada para a Seleção Brasileira. Vai ser um bom jogo de preparação para as oitavas.” Com duas vitórias em dois jogos, a Seleção Brasileira já tem vaga garantida na próxima fase da Copa. Já o Japão tem apenas um ponto conquistado, ocupa a última posição no Grupo F e precisa derrotar o Brasil com pelo menos dois gols de diferença para ainda sonhar com a classificação. “Não dependemos mais da gente”, comentou Zico. “Temos que ir para dentro do campo fazer nosso trabalho, lutar bastante e ir atrás do resultado. Sabemos da força do adversário, mas, enquanto tivermos esperança, temos que nos agarrar a ela.” Atacante de peso Depois da vitória contra a Austrália, no último domingo, Parreira deixou aberta a possibilidade de poupar alguns jogadores da Seleção Brasileira no jogo contra o Japão. Quatro brasileiros estão pendurados com um cartão amarelo: Cafu, Emerson, Ronaldo e Robinho. Os quatro correm o risco de ficar de fora do jogo das oitavas-de-final se receberem outro cartão contra o Japão. Apesar de admitir que o problema pode influenciar a escalação do Brasil, o treinador afirma que os jogadores que têm ficado no banco de reservas contam com a confiança da comissão técnica para entrar em campo se necessário. “É uma coisa que a gente vai considerar. É sempre um risco, mas se um deles entrar e tomar o cartão, não é o final do mundo”, disse Parreira. “O Brasil tem jogadores para substitui-los. Não há esse grande problema.” O técnico brasileiro também já adiantou que o atacante Ronaldo precisa de ritmo de jogo e, por isso, deve ser aproveitado contra o Japão. Parreira não revelou, no entanto, se Ronaldo começa como titular ou entra em campo durante a partida. Depois do último treino antes do jogo desta quinta, o preparador físico Moraci Sant’Anna revelou que Ronaldo pesava quase 95 kg quando iniciou a preparação para a Copa, no final de maio. Agora, de acordo com Moraci, o atacante pesa 90,5 kg. O preparador físico avalia que o peso ideal para Ronaldo, que tem 1,83 m de altura, é 90 kg, mas a variação de meio quilo para baixo ou para cima não representa um problema. Oitavas Mesmo com a vaga garantida nas oitavas-de-final, os jogadores da Seleção Brasileira têm afirmado que, se pudessem escolher, gostariam de ir a campo contra o Japão ao invés de serem poupados. Para Parreira, a vontade dos atletas de permanecer na equipe é natural. “Se você perguntar a qualquer um dos 23 jogadores, todos querem jogar, mas a decisão é nossa”, disse o treinador. “Depois, são as oitavas-de-final, vale vaga e aí é tudo ou nada: não tem o que esconder, tem que jogar, é a hora da verdade.” Na próxima fase, o Brasil terá pela frente uma das equipes do grupo E, formado por Itália, República Checa, Gana e Estados Unidos. Na opinião de Parreira, o início da fase de jogos eliminatórios representa a etapa mais delicada da Copa do Mundo. “A partir das oitavas até as quartas, é o período crucial da competição porque, quando chegar às semifinais, faltam apenas seis dias para terminar a Copa”, afirma o técnico brasileiro. “A motivação é total, o cara vai de corpo e alma. Esse período entre as oitavas e as quartas, é o mais difícil para todas as equipes.” Lembranças O jogo desta quinta-feira entre Brasil e Japão será disputado na cidade de Dortmund, no mesmo lugar onde a Seleção Brasileira foi derrotada pela Holanda por 2 a 0 na Copa do Mundo de 1974. Treinador da equipe brasileira naquela ocasião, o atual coordenador técnico da Seleção, Mário Jorge Lobo Zagallo, admitiu que voltar ao estádio onde esteve há 32 anos é como fazer uma viagem no tempo. “Enfrentamos uma equipe maravilhosa. O carrossel holandês era superior ao nosso time”, relembra Zagallo, que, na época, ironizou os adversários ao dizer que o Brasil faria “suco” da Laranja Mecânica, como era conhecida a equipe da Holanda. “A história do suco surgiu para descontrair os nossos jogadores. Não foi desprezo”, argumenta. Depois de lembrar da derrota de 74, o supersticioso Zagallo fez questão de recordar outro momento histórico: na quarta-feira, a conquista do tricampeonato mundial da Seleção Brasileira, dirigida por ele em 1970, completou 36 anos. “A gente tem que pensar sempre em vitória”, arrematou Zagallo. |
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