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Futebol e política se misturam durante a copa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Diversos grupos de manifestantes tentam aproveitar o interesse gerado pela Copa para dar força às suas reivindicações políticas. Médicos, estudantes, neo-nazistas e opositores do governo do Irã tem uma coisa em comum: todos eles estão organizando manifestações durante a copa na Alemanha. O objetivo é aproveitar o imenso interesse da imprensa e da opinião pública em torno da competição para promover suas causas. No domingo passado, quase mil pessoas participaram em Nurembergue de um protesto de rua promovido por grupos judaicos contra o presidente iraniano, Mahmoud Ahmedinejad, antes da partida entre Irã e México. Novos protestos estão sendo esperados para este sábado em Frankfurt, antes do jogo da seleção iraniana contra Portugal. "Destruição de Israel" Os manifestantes criticam as declarações de Ahmedinejad, que negou o holocausto nazista e disse que Israel “deve ser destruído”. Uma passeata de um grupo de extrema direita em apoio ao presidente iraniano, também planejada para este sábado em Frankfurt, foi proibida pelas autoridades alemãs. A polícia teme que, mesmo assim, neo-nazistas tentem se agrupar no centro da cidade. Em Gelsenkirchen, uma das doze cidades alemãs que sediam jogos da copa, cerca de 250 militantes do partido de extrema direita NPD já fizeram uma passeata na cidade em dia de jogo. No entanto, mais de 5 mil pessoas protestaram no mesmo dia contra os neo-nazistas em uma grande manifestação no centro de Gelsenkirchen. Médicos e estudantes Mas extremistas e opositores do regime iraniano não são os únicos que estão pegando carona na Copa do Mundo para dar força às suas reivindicações políticas. Os médicos de vários hospitais alemães já estavam em greve branca antes do torneio, mas decidiram expandir a paralisação durante a competição para aumentar a pressão sobre os patrões. Várias clínicas estatais estão executando somente operações de emergência. Agora a greve parece estar chegando ao fim, com um acordo entre médicos e governo assinado nesta sexta-feira. Os estudantes alemães bloquearam as ruas de Frankfurt e Hamburgo no começo do Mundial e prometem mais protestos contra a possível introdução de taxas nas universidades. Uma grande manifestação está marcada para o fim de junho em todo o norte da Alemanha. Até agora todos os protestos ocorreram de maneira pacífica. Em Frankfurt uma passeata de estudantes até acabou em futebol: o time dos manifestantes ganhou da equipe da polícia local por 2 a 1. |
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