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Olmert e Mubarak discutem conflito no Oriente Médio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro Ehud Olmert tem neste domingo a primeira chance de explicar a um líder árabe seus planos em relação aos palestinos no encontro que tem em Sharm el-Sheik, no deserto no Sinai, com o presidente egípcio Hosni Mubarak. Mas analsitas não vêem possibilidades de o plano de definição unilateral das fronteiras de Israel - que Olmert diz que vai executar se as negociações com os palestinos não se desenvolverem - ser bem-recebido por Mubarak. As nações árabes já rejeitaram em bloco na reunião da Liga Árabe, ocorrida em março no Sudão, a idéia israelense de acabar com diversas colônias pequenas na Cisjordânia, mas manter as maiores delas dentro das futuras fronteiras definitivas do Estado de Israel. Mubarak também deve falar sobre a proposta já aprovada em diversas reuniões da Liga Árabe de estabelecer a paz com os israelenses em troca da desocupação total dos territórios tomados na guerra de 1967, inclusive Jerusalém Oriental. Como todas as propostas que vão estar na mesa neste encontro já foram apresentadas publicamente e rechaçadas pelos dois lados, a expectativa é de que a reunião sirva para uma definição mais clara de posições, mas não para trazer qualquer avanço de fato nas negociações de paz. O Egito e a Jordânia são atualmente os dois únicos países árabes que assinaram tratados de paz com Israel e reconhecem a existência do Estado judeu. O Egito tem interesse em ser visto como um importante mediador no conflito do Oriente Médio e a cidade de Sharm el-Sheik, onde acontece este encontro, é freqüente palco de reuniões de altas autoridades da região e de outros países para discutir o tema. O governo egípcio não dá detalhes sobre o esquema de segurança montado para receber Mubarak e Olmert, mas o grande número de policiais e bloqueios nas ruas do balneário dão idéia da preocupação em garantir que nenhum ataque atrapalhe a reunião de hoje. Sharm el-Sheik foi alvo de um atentado a bomba em julho do ano passado, quando pelo menos 88 pessoas morreram em três explosões na cidade em plena temporada de verão. |
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