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Parreira aprova "teste" para Copa e "opção" Juninho | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O técnico Carlos Alberto Parreira afirmou neste domingo que a goleada de 4 a 0 da Seleção Brasileira sobre a Nova Zelândia serviu principalmente como preparação para o jogo contra a Austrália, que será o segundo adversário do Brasil na Copa do Mundo. “O jogo de hoje foi um teste muito bom porque a gente vai pegar um time australiano que é muito parecido com essa equipe”, disse o treinador. “(A Austrália) tem mais qualidade com a bola, mas fisicamente, em porte e até na velocidade e marcação forte, é muito parecida com o que nós encontramos hoje.” Durante o amistoso, Parreira também teve a oportunidade de testar variações no desenho tático da Seleção. Uma delas foi a ordem para que o volante Emerson atuasse como um terceiro zagueiro para permitir que os dois laterais avançassem ao mesmo tempo. “Subiram os dois ao mesmo tempo, a meu pedido. Nesse jogo, eu achei que podia fazer isso”, comentou o treinador. “Com o Emerson e os dois zagueiros, a gente fazia três contra dois e alargava a frente do jogo deles.” Alternativa A outra mudança experimentada por Parreira foi a utilização do meia Juninho como segundo volante, no lugar de Zé Roberto. Nos quase 30 minutos em que esteve em campo, Juninho demonstrou que realmente pode atuar na função e ainda teve fôlego para chegar na frente e marcar o quarto gol da Seleção. “A gente tem que estar pronto para entrar. O Parreira tirou todas as dúvidas que ele tinha para tirar nesses amistosos, mesmo sendo contra equipes um pouco mais fracas”, afirmou o meia. “Uma das minhas características é poder jogar em mais de uma posição.” Apesar de já ter o time titular definido, com Zé Roberto como segundo volante, o técnico da Seleção também aprovou a entrada de Juninho e ficou satisfeito com a versatilidade do jogador do Lyon. “Acho bom para a equipe quando você tem mais alternativas. O Juninho, no clube dele, joga mais recuado do que à frente e é um jogador que dá essa alternativa”, disse Parreira. “Ele pode fazer aquela função do Zé Roberto, se a gente precisar. Eu estava buscando mais uma opção e me parece que o Juninho preencheu bem isso”, acrescentou o treinador. Kaká Principal destaque da Seleção no jogo deste domingo, o meia Kaká também recebeu elogios do técnico e deu sinais de que está pronto para assumir a responsabilidade de ser uma das peças mais importantes da equipe. “O Kaká tem um estilo muito eficiente”, disse Parreira. “Ele consegue fazer jogadas de toque, habilidade e, na hora que dá um tapa e arranca, ele tem força para chegar e ganhar até da turma da Nova Zelândia. Ele se impõe, pela qualidade e pelo poder físico que tem.” Para Kaká, no entanto, a equipe brasileira ainda pode aprimorar a saída de bola nos contra-ataques para garantir mais rapidez às jogadas. “A gente precisa sair um pouquinho mais em velocidade. É isso que está faltando”, disse o meia. “Muitas vezes, a gente não consegue fazer a bola dos zagueiros e dos volantes encontrar os meias e os atacantes. A maioria dos gols sai quando a gente pega a defesa adversária de surpresa.” Já o principal astro da Seleção, Ronaldinho Gaúcho, passou mais uma partida sem fazer gols. Apesar de alguns belos passes, o craque do Barcelona exagerou nos toque de efeito, mas afirmou que vai encarar os jogos da Copa do Mundo de maneira diferente. “O importante nesses amistosos é não se machucar e se preparar bem”, disse Ronaldinho. “Na hora que estiver valendo mesmo, é que tem que estar bem.” Bolhas Autor do primeiro gol do Brasil neste domingo, o atacante Ronaldo foi substituído no intervalo. Com bolhas no calcanhar esquerdo, o jogador estava correndo na ponta dos pés e, para evitar o risco de uma contusão grave, a comissão técnica decidiu poupá-lo. “Estou com várias bolhas nos dois pés, uma delas está em carne viva. Tenho que me tratar bem para que estas feridas não atrapalhem durante a Copa”, disse Ronaldo. “Já tive bolhas várias vezes, mas iguais a essas, não.” As feridas no calcanhar do atacante teriam sido causadas por uma chuteira nova utilizada por ele durante os primeiros treinos da Seleção na cidade de Weggis, na Suíça. De acordo com a fabricante do produto, Ronaldo teria reclamado que a nova chuteira estava apertada. A empresa decidiu, então, levar para o atacante as mesmas chuteiras que ele costuma utilizar no Real Madrid. Contra a Nova Zelândia, Ronaldo já estava com as chuteiras que usa no time espanhol, mas as bolhas formadas no início dos treinamentos estouraram durante o jogo deste domingo e deixaram feridas no calcanhar do jogador. No entanto, o médico da Seleção, José Luiz Runco, afirmou que as bolhas de Ronaldo não são motivo de preocupação e que o atacante deve participar normalmente dos treinos da equipe na terça-feira. Na noite de domingo, a Seleção Brasileira embarcou para Königstein, na Alemanha, onde permanecerá concentrada durante as primeiras rodadas da Copa do Mundo. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Seleção da Austrália já tem plano para enfrentar o Brasil02 junho, 2006 | BBC Report Para Cafu, Pelé foi 'infeliz' ao comparar seleções02 junho, 2006 | BBC Report Seleção se despede de Weggis na reta final rumo à Copa03 junho, 2006 | BBC Report Brasil goleia Nova Zelândia no último jogo antes da Copa04 junho, 2006 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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