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Atualizado às: 03 de junho, 2006 - 19h54 GMT (16h54 Brasília)
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Seleção se despede de Weggis na reta final rumo à Copa

Seleção brasileira se despede de público de Weggis
Com saída de seleção de Weggis, cidade volta à normalidade
A Seleção Brasileira encerrou neste sábado a temporada de quase duas semanas de treinamentos na cidade de Weggis, na Suíça, e partiu para Genebra, onde enfrenta neste domingo a Nova Zelândia no último amistoso antes do início da Copa do Mundo.

Depois de dias de chuva e tempo fechado, o sol reforçou o clima de festa para a despedida dos astros brasileiros do público que lotou todos os treinos da equipe em Weggis.

A última atividade da Seleção na cidade foi leve e descontraída. Os jogadores se divertiram na disputa de um rachão, que teve muitas brincadeiras nas comemorações dos gols, e acenaram para os torcedores ao final do treinamento.

Para o treinador Carlos Alberto Parreira, o período de preparação da equipe na Suíça foi útil principalmente para aprimorar a forma física dos jogadores e recuperá-los do desgaste da temporada na Europa, onde atuam 20 dos 23 atletas da Seleção.

"Alguns chegaram aqui extenuados. Nós conseguimos recuperar a equipe", afirmou o técnico brasileiro.

"Todos corresponderam plenamente. Demos uma equilibrada naquilo que nos preocupava, que era a saúde da equipe."

Volta à normalidade

Com a partida da Seleção, Weggis se prepara para voltar à rotina de tranqüilidade que foi abalada desde o dia 22, quando os jogadores brasileiros chegaram à cidade.

Mais de 115 mil pessoas visitaram Weggis, que tem uma população de cerca de 4 mil habitantes, no período em que a equipe do Brasil esteve na região.

De acordo com a prefeitura da cidade, aproximadamente 20% dos visitantes eram brasileiros.

O município estima que a movimentação provocada pela passagem da Seleção por Weggis deve gerar para os cofres públicos mais de 5 milhões de francos suíços (cerca de R$ 9 milhões).

Para realizar os treinamentos da Seleção em Weggis, a CBF recebeu pelo menos US$ 1,2 milhão da empresa de marketing esportivo Kentaro/Attaro, que passou a ter o direito de explorar comercialmente os treinos e os dois amistosos da equipe brasileira na Suíça.

Uma fabricante de máquinas de café, com sede em Weggis, também investiu cerca de US$ 2 milhões para reformar o estádio da cidade e construir a infra-estrutura necessária para receber a Seleção.

Todos os 5 mil ingressos vendidos para cada treino dos jogadores brasileiros em Weggis se esgotaram antes mesmo da chegada da equipe à cidade.

As atividades da Seleção no estádio local foram realizadas em um ambiente de festa e espetáculo.

Ao redor do centro de treinamento, dezenas de barracas foram montadas para promover a música, a comida e outros produtos relacionados ao Brasil.

A Seleção, que apontava a tranqüilidade como um dos motivos para treinar em Weggis, foi cercada de badalação e precisou de um forte esquema de segurança para ter privacidade.

Reta final

O amistoso deste domingo, contra a Nova Zelândia, em Genebra, é encarado pelo treinador da Seleção como uma oportunidade de dar mais "ritmo e entrosamento" à equipe antes da viagem para a Alemanha.

"Serve para dar uma organização melhor, para consolidar aquilo que a gente vem fazendo ao longo desses últimos dois anos", disse Parreira.

"E para mostrar que nós estamos no caminho certo e, sobretudo, para que os jogadores possam se encontrar novamente, ter confiança de fazer a jogada, de saber onde o companheiro se coloca."

Com uma equipe fraca do ponto-de-vista técnico, o adversário do Brasil em Genebra não conseguiu se classificar para a Copa na Alemanha (ficou em terceiro lugar nas Eliminatórias da Oceania).

Antes da partida deste domingo, a Seleção Brasileira enfrentou a Nova Zelândia apenas em outras duas ocasiões: na Copa de 1982, quando venceu por 4 a 0 (dois gols de Zico, um de Falcão e outro de Serginho), e na Copa das Confederações de 1999, com vitória por 2 a 0 (gols de Marcos Paulo e Ronaldinho Gaúcho).

Alemanha

Depois do jogo em Genebra, a Seleção parte para Königstein, na Alemanha, onde permanecerá concentrada durante as primeiras partidas da Copa do Mundo.

De acordo com Parreira, a fase final de treinos antes da estréia no Mundial (dia 13, em Berlim, contra a Croácia) terá como prioridades acertar o posicionamento defensivo da equipe e as jogadas de bola parada.

O lateral Roberto Carlos repetiu o discurso do treinador e admitiu que a Seleção ainda precisa corrigir alguns detalhes para aprimorar o sistema de marcação.

"A gente pode melhorar no setor defensivo, não só os quatro de trás como também o Zé Roberto, o Emerson, o Ronaldinho e o Kaká", disse.

Aos 33 anos, Roberto Carlos nega que, com a idade, tenha perdido sua força ofensiva e afirma que o esquema da Seleção o obriga a ser mais cauteloso para que a defesa não fique desprotegida e Ronaldinho tenha mais liberdade.

"Não quero que Ronaldinho volte, não", comentou o lateral. "A gente prefere que ele receba a bola, saia em velocidade e com fôlego para chegar na área."

"A única coisa é que, quando o Cafu sobe, eu fico mais no meio-campo, e o contrário tem que acontecer quando eu subir", acrescentou. "Não vou correr como quando eu tinha 22 anos, mas sou inteligente e evoluí."

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