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Atualizado às: 30 de maio, 2006 - 22h55 GMT (19h55 Brasília)
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Passagem por Goldman Sachs deve ajudar secretário dos EUA

Henry “Hank” Paulson
Paulson fez carreira no banco Goldman Sachs
O indicado para o cargo de secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, é conhecido por ter feito do Goldmans Sachs o maior banco de investimentos do mundo nos sete anos em que esteve à frente da instituição.

O que aprendeu no mundo cão das altas finanças será vital se ele for confirmado no cargo pelo Senado.

No entanto, ainda não se sabe se ele tomará muitas decisões executivas no cargo que, no governo de Bush, tem sido mais voltado para defender políticas econômicas do que para formulá-las.

Uma coisa é certa: ele não está indo para o setor público por causa de dinheiro - apenas em 2004, ele ganhou US$ 30 milhões no Goldman Sachs.

"É difícil saber exatamente por que ele decidiu fazer uma mudança que envolve tamanha redução de salário", disse o economista David Wyss, da agência de classificação de risco Standard & Poors. "É provavelmente uma mistura de desejo de servir o público, fé nas políticas econômicas e um pouco de ego", acrescentou Wyss.

'Vender' os EUA

A maioria dos economistas vêem em Henry "Hank" Paulson o perfil ideal para o secretário de Tesouro de Bush.

"O trabalho dele será basicamente 'vender' os Estados Unidos para o resto da comunidade econômica e financeira do mundo", disse o economista-chefe do banco BNP Paribas em Nova York, Brian Fabbri.

"Ele vai representar os Estados Unidos em todos os encontros de alto escalão, sobre comércio, finanças e política monetária. Ele também vai lidar com temas orçamentários como seguridade social e impostos."

Com 33% de aprovação popular, a menor taxa de apoio a um presidente em 25 anos, o presidente George W. Bush quer mais crédito pelo que considera uma forte economia americana e baixos níveis de desemprego.

Entre as muitas estatísticas que citou quando anunciou a nomeação de Paulson, Bush lembrou que a economia americana cresceu 5,3% no primeiro trimestre de 2006 e criou 5,2 milhões de empregos desde agosto de 2003.

Mas os eleitores continuam avaliando como negativa a forma como Bush conduz a economia do país.

A experiência de Paulson em negócios internacionais e a sua extensa lista de contatos deverão ajudar a Casa Branca a modernizar a forma como vende a sua política econômica.

O veterano do Goldman Sachs também é respeitado por banqueiros, financistas, e operadores do mercado de câmbio pelo mundo e eles todos estão preocupados com a expansão do déficit comercial americano e a desvalorização do dólar.

Mas a maioria dos economistas duvida que Bush queira um formulador de políticas ambicioso querendo deixar a sua marca na economia americana.

Nenhum dos dois secretários anteriores teve muito poder nas decisões econômicas, que ficaram mais a cargo da Casa Branca.

Mas Paulson não é exatamente um estranho para a Casa Branca, tendo trabalhado lá numa função de assistente em 1972, durante o governo de Richard Nixon.

Além disso, ele está dando seguimento a uma longa tradição de sócios do Goldman Sachs que entraram para a carreira pública.

Se a sua nomeação for confirmada, Paulson deixará o banco de investimentos provavelmente na posição mais forte da sua história. O valor das suas ações está próximo do valor recorde, e nos últimos anos a instituição bateu os seus rivais Merrill Lynch e Morgan Stanley para se tornar o principal banco de investimentos do mundo.

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