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Bolsa de Buenos Aires sofre maior queda do ano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A expectativa de alta da inflação e aumento das taxas de juros nos Estados Unidos levou à queda de 3,91% no índice Merval da Bolsa de Buenos Aires, nesta segunda-feira, depois de registrar uma retraçao de 7,3%. Foi a mais alta queda do ano, segundo assessores da bolsa portenha. No fechamento das operações, quatro papéis fecharam em alta, 60 em baixa, e quatro sem alterações. O volume das ações negociadas limitou-se a 90 milhões de pesos, classificado de “médio” pela assessoria da bolsa. Analistas ouvidos pela BBC Brasil concordaram que a economia americana foi o “carro-chefe” desta “segunda-feira negra”, como definiram as emissoras argentinas de televisão. “Com a expectativa de alta nas taxas de juros americanas, muitos estão vendendo suas ações para aplicar em títulos mais rentáveis nos Estados Unidos”, disse o economista Orlando Ferreres, da consultoria Ferreres e Associados. “A economia americana cresce, a inflação pressiona, e surge expectativa de novas altas nas taxas de juros. A essa matemática, soma-se ainda o aumento dos preços das commodites”, explicou. Essa conjuntura, destacou Ferreres, que inclui um aumento de cerca de 80% dos metais nos últimos 12 meses, “pressiona” a inflação e os juros. “Terminou aquela era do dinheiro fácil, e por isso agora todos correm quando aparece a oportunidade de ter mais rendimentos com investimentos em títulos dos Estados Unidos”, afirmou. Para Orlando Ferreres, as quedas registradas nesta segunda-feira no mercado financeiro são “transitórias”. Ele acredita que este mesmo mercado “vai absolver” este momento sem maiores traumas. O economista Mariano Flores Vidal, da consultoria argentina IBCP, concorda que a expansão da economia americana é o “principal” motivo dos efeitos gerados nas bolsas nesta segunda. Mas acrescenta que a este “ambiente” somam-se ainda a alta do petróleo, com motivações políticas, como a crise com o Irã, e as mensagens enviadas pelo Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) de que não haveria altas seguidas nas taxas de juros. Mas, segundo ele, agora isso é “mais que possível”, diante das taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) americano. As emissoras de televisão argentina acompanharam, durante todo o dia, o movimento “excepcional” da bolsa de Buenos Aires e igualmente da Bovespa – definida como “sendero” da bolsa portenha nos dias de hoje. Ou seja, o que ocorre na bolsa de São Paulo, independentemente do que ocorre nos demais mercados mundiais, quase sempre influencia o comportmento da bolsa de Buenos Aires. Desta vez, no entanto, reconheceram diferentes analistas, a influência foi “mundial” e “inevitável”. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Ajuste dos mercados abala países emergentes22 de maio, 2006 | Economia Bolsas se recuperam na Europa e no Japão 19 de maio, 2006 | Economia Bolsas americanas fecham em baixa em dia volátil18 de maio, 2006 | Economia Inflação nos EUA sobe e derruba mercados18 de maio, 2006 | Economia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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