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Atualizado às: 13 de maio, 2006 - 12h10 GMT (09h10 Brasília)
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Crise gerou 'muita fumaça e pouco fogo', diz Lula

Lula em Viena
Lula: "É preciso conviver na diversidade"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado em Viena que havia "muita fumaça e pouco fogo" na crise gerada pelas acusações do presidente boliviano, Evo Morales, à Petrobras.

"Eu acho que representou que tinha muita fumaça e pouco fogo", disse Lula, quando questionado sobre como havia sido o encontro que manteve com Morales na manhã deste sábado.

"Acho que tanto o presidente Evo Morales como o presidente do Brasil compreendem que a única chance que nós temos de desenvolver é ter paz na América Latina e ter paz na América do Sul", disse Lula.

"Eu disse ao presidente Morales que o Brasil precisa do gás da Bolívia e a Bolívia precisa vender gás ao Brasil", afirmou o presidente.

Crise

Os dois presidentes participaram da Cúpula da União Européia e América Latina, que terminou na sexta-feira na capital austríaca. A reunião foi marcada pela crise gerada após a nacionalização do setor energético na Bolívia e por declarações do presidente Morales, na quinta-feira, em que acusou a Petrobras de cometer ações ilegais no seu país.

Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, chegou a ameaçar que poderia retirar o embaixador brasileiro da Bolívia.

Mas, no mesmo dia, em uma entrevista coletiva, o presidente Morales recuou dos ataques feitos à Petrobras, dizendo que a imprensa havia distorcido o que fora dito.

Lula disse neste sábado que "as pessoas precisam aprender a conviver democraticamente na diversidade (…) ninguém precisa ser igual a ninguém, ninguém precisa querer fazer a mesma coisa."

Lula disse ainda que "é preciso encontrar um ponto de equilíbrio (…) acho que com essa compreensão nós não teremos problema nenhum no nosso continente".

'Vítima'

Na saída do encontro com Lula no sábado, Morales repetiu que estava sendo vítima de uma campanha de meios de comunicação, que estariam querendo confrontá-lo com o presidente Lula.

"Mas não vão conseguir", disse ele. Morales se esquivou quando foi questionado se a Petrobras seria indenizada pela nacionalização das suas instalações no país.

Sobre sua intenção de elevar o preço do gás natural exportado para o Brasil, ele disse que o preço do produto tem que "beneficiar o Brasil e a Bolívia".

"Quem não quer melhorar a sua situação econômica? Mas o preço tem que ser tomado em conta racionalmente, de modo que beneficie o Brasil e a Bolívia", disse.

Segundo Morales, o encontro com Lula "foi ameno, cordial e com enormes concordâncias".

"Somos países unidos, aliados como presidentes", disse o presidente boliviano, ao sair do hotel onde Lula está hospedado, no centro de Viena.

'Século 21'

O presidente Lula disse após o encontro com Morales que "é preciso parar na América Latina de um presidente ficar culpando o mundo pela pobreza de seu país".

Na polêmica entrevista de quinta-feira, quando acusou a Petrobras de agir ilegalmente na Bolívia, Morales disse que o país havia sido saqueado pelos europeus por 500 anos.

"É preciso saber o que é que nós deixamos de fazer num momento da nossa história. Acho que se a gente pensar no século 21, a gente pode dar um salto de qualidade. Se a gente ficar remoendo o passado, na verdade nós não andaremos", disse Lula.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, por sua vez, definiu o encontro entre os dois presidentes como "positivo e descontraído", mas não comentou o conteúdo da conversa.

Segundo Amorim, é hora de acabar com o "mal-entendido entre os dois países".

"Vamos virar a página dos mal-entendidos", disse o ministro. "Vamos deixar o ruído de lado e nos concentrar na substância".

"O Brasil precisa do gás da Bolívia pelo menos hoje como está. Mas a Bolívia também precisa do Brasil, e isso foi reconhecido pelos dois", disse ele.

Quando questionado se o presidente boliviano havia se retratado das acusações feitas a Petrobras, Amorim indicou que isso já havia sido feito por Morales na entrevista coletiva de sexta-feira.

Presidente da Bolívia, Evo MoralesDebate online
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Kirchner, Morales, Lula e ChavezCúpula de Viena
Divisão latina pode impedir avanços no comércio.
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