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Atualizado às: 10 de abril, 2006 - 04h10 GMT (01h10 Brasília)
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Resultados parciais colocam Humala em 2º turno no Peru

Ollanta Humala chegando ao posto de votação com sua mulher
Ollanta Humala disse que foi vítima de 'ato fascista' antes de votar
O primeiro resultado parcial das eleições presidenciais no Peru indicam que o candidato nacionalista Ollanta Humala deve disputar o segundo turno com a advogada conservadora Lourdes Flores.

Segundo dados divulgados pela ONPE (órgão que organiza as eleições no Peru), com 30% das urnas apuradas, Humala levou 27,59% dos votos, Flores 26,72% e o ex-presidente Alan García 25,70%.

Se essa tendência se confirmar, Humala enfrentará Flores no segundo turno, inicialmente previsto para 7 de maio.

O primeiro turno das eleições presidenciais no Peru chegou ao fim neste domingo em um clima de tensão e indefinição quanto aos resultados da votação, após a divulgação das primeiras pesquisas de boca-de-urna.

Os institutos de pesquisa indicaram que o Humala deve terminar na primeira posição, mas apontam um empate técnico no segundo lugar entre a advogada conservadora Lourdes Flores e o ex-presidente de centro-esquerda Alan García.

De acordo com a boca-de-urna da empresa Apoyo, Humala teria recebido 29,6% dos votos. García teria ficado com 24,5% e Lourdes Flores, com 24,2%. Na pesquisa do instituto CPI, Humala aparece com 30,1%, Flores com 25,8% e García com 24%.

Outra boca-de-urna, da empresa Datum, aponta Humala com 29,2%, García com 24,2 e Flores com 24,1%. As três pesquisas têm uma margem de erro de pelo menos dois pontos percentuais e não levam em consideração os votos de peruanos que moram no exterior e representam 3% do eleitorado.

Se a tendência apontada pelas pesquisas de boca-de-urna se confirmar, Ollanta Humala não terá votos suficientes para se eleger já neste domingo e enfrentará García ou Flores em um segundo turno, inicialmente previsto para 7 de maio.

Cautela

Lourdes Flores é saudada por correligionários em Lima
Lourdes Flores é a candidata do empresariado

Logo após a divulgação das pesquisas de boca-de-urna, a chefe da ONPE, Magdalena Chú, orientou os peruanos a receber com “cuidado” os números iniciais.

“Há a possibilidade de que (o resultado) caia na margem de erro e, portanto, os dados podem estar equivocados e dar uma mensagem falsa”, disse Chú. “É preciso esperar os resultados preliminares que vamos emitir a partir da chegada das atas.”

Os principais candidatos também reagiram com cautela à divulgação das bocas-de-urna. A coligação União pelo Peru, de Humala, agradeceu o apoio dos peruanos e disse que só comentaria o resultado após a divulgação dos números oficiais.

O Partido Aprista, de Alan García, e a coligação Unidade Nacional, de Lourdes Flores, adotaram o mesmo tom. Os partidários de Flores alertaram ainda para a importância dos votos no exterior, que poderiam favorecer a advogada.

Tumulto

Em meio à expectativa pela definição dos resultados, a votação deste domingo acabou marcada por um incidente ocorrido pela manhã, quando Humala se dirigiu a uma universidade no sul de Lima para votar.

Alan Garcia depois de votar em Lima
Alan García disse que Humala representa o "extremismo"
Na chegada ao local, o líder nacionalista foi cercado por jornalistas, simpatizantes e opositores. Durante a confusão, dezenas de manifestantes atiraram garrafas plásticas e outros objetos contra Humala, que foi chamado de “assassino” e “tirano”.

Depois de votar, o candidato teve que esperar cerca de 40 minutos para sair do local em segurança, acompanhado pelo chefe da missão de observadores internacionais da OEA (Organização dos Estados Americanos), Lloyd Axworthy.

“É um incidente bastante sério, mas não significa que seja um padrão de conduta no resto do país, onde sabemos que tudo transcorre com normalidade”, disse Axworthy.

Mais tarde, Humala causou ainda mais polêmica ao convocar uma entrevista coletiva para acusar seus adversários de organizar um “ato fascista” para intimidá-lo.

De acordo com o candidato nacionalista, o tumulto foi premeditado e os responsáveis pela confusão teriam sido Alan García, Lourdes Flores e o presidente do Peru, Alejandro Toledo.

Os adversários de Humala reagiram às declarações do candidato e o acusaram de violar a legislação eleitoral ao fazer propaganda política com a votação ainda em andamento.

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