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Helena Halevy morava em assentamento havia 20 anos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Helena Halevy, a brasileira que morreu vítima de um atentado suicida na Cisjordânia, morava no assentamento judaico de Kedumim havia 20 anos. Helena, de 59 anos, e seu marido, Rafael, de 60 anos, foram mortos na quinta-feira à noite quando o carro em que estavam explodiu no assentamento localizado no norte da Cisjordânia, perto da cidade palestina de Nablus. Eles haviam dado carona a três jovens quando voltavam para casa. Um dos passageiros, disfarçado de religioso judeu, era na verdade um suicida palestino de 24 anos, que acionou uma bomba dentro do carro. Não houve sobreviventes. O atentado foi reivindicado pelo grupo Brigadas de Mártires de Al-Aqsa, um braço armado do movimento Fatah, ligado ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Carioca Helena Halevy nasceu em Copacabana, no Rio de Janeiro, com o nome de Helena Levy. Aos 18 anos, ela foi para Israel para morar num Kibutz. Religiosa, ela se casou com Rafael e, há cerca de 20 anos, os dois decidiram se mudar para o assentamento de Kedumim. Helena tinha quatro filhos. Em Kedumim, a brasileira trabalhava numa creche, onde, segundo amigos da família, era muito querida pelas crianças. Familiares de Helena Halevy embarcam ainda nesta sexta-feira para Israel a convite do governo israelense. Eles vão participar do enterro da brasileira, marcado para domingo na colônia de Kedumim. O governo brasileiro condenou o ataque e colocou a embaixada em Tel-Aviv à disposição da família da cidadã brasileira-israelense. "O Brasil condena com veemência esse injustificável ato de violência e exorta as partes em conflito a evitar toda ação que contribua para estimular escalada de hostilidades e enfrentamentos na região", diz nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores. "O governo brasileiro transmite suas mais sinceras condolências aos familiares da Sra. Levy, bem como às famílias das demais vítimas do mencionado atentado", conclui a nota. O embaixador brasileiro em Israel, Sérgio Moreira Lima, também transmitiu seus pêsames à família e enviou uma nota oficial para o governo israelense pedindo esclarecimentos quanto as circunstâncias da morte.
A brasileira Dana Galkovitch, de 22 anos, foi morta por um míssil Qassam em julho de 2005. O míssil atingiu Dana na varanda de sua casa, no vilarejo de Nativ Haassará, na fronteira com a Faixa de Gaza. Suicida O suicida que matou a brasileira foi identificado como Mahmoud Masharka, de 24 anos, integrante do grupo militante Brigadas dos Mártires de al-Aqsa. O grupo radical é ligado ao partido Fatah, ao qual pertence o presidente palestino Mahmoud Abbas. Em vídeo divulgado pouco depois do ataque Masharka, morador da cidade palestina de Hebron, no sul da Cisjordânia, justificou a ação dizendo que foi uma ajuda na luta contra a ocupação israelense. O ministro da defesa israelense, Shaul Mofaz, culpou o grupo islâmico Hamas pelo ataque que matou a brasileira. Segundo Mofaz, o Hamas, que agora lidera a Autoridade Palestina, é responsável por tudo o que acontece na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. O porta-voz do Hamas, Mushir al-Masri, disse que o ataque é uma reação natural à ocupação de terras palestinas. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, em visita à África do Sul, condenou o ataque suicida. Abbas pediu à comunidade internacional para que não suspenda a ajuda financeira à Autoridade Palestina por causa deste incidente. Horas depois do ataque o Exército israelense cercou a casa da família do suicida, em Hebron, e prendeu um de seus irmãos. Soldados também improvisaram postos de controle perto de Nablus. *Com redação. |
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