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Brasil cai 6 postos em ranking de benefício com tecnologia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil caiu seis posições e ficou em 52º lugar no ranking que mede a capacidade dos países em usar a tecnologia de informação para incentivar a competitividade. O Relatório Global de Tecnologia de Informação é elaborado anualmente há cinco anos pelo Forum Econômico Mundial (FEM), a organização que promove o encontro de Davos. A pesquisa deste ano cobriu 115 países, e o Brasil perdeu posições pelo terceiro ano consecutivo. Em 2003, o país estava em 39º lugar. A queda se deu, segundo o relatório, a um pior desempenho no que os técnicos chamam de ambiente de mercado. "Burocracia, tempo necessário para abrir um negócio, impostos muito altos, estrutura de regulamentação e independência judicial" foram os principais problemas, de acordo com Irene Mia, economista sênior de Competitividade Global do Fórum. América Latina Apesar de continuar em segundo lugar na América Latina, o Brasil está cada vez mais longe do primeiro colocado na região. O Chile manteve-se em primeiro lugar e aumentou sua vantagem sobre o Brasil em 11 posições. Agora em 23º no ranking, o país tem "uma vantagem significativa na corrida para fazer das tecnologias de informação e de comunicação um vetor de crescimento", segundo o Fórum. Na região, o México subiu cinco colocações (55º), El Salvador subiu 11 (59º), a Colômbia subiu quatro (62º), a Argentina cinco (71º) e o Peru cinco (85º). Além do Brasil, a Costa Rica e a Guatemala perderam posições no ranking. A avaliação do Fórum é de que toda a América Latina, com exceção do Chile, tem que reformar sua estrutura legal para desenvolver o setor de tecnologia. Além disso, a região precisaria reduzir o ônus administrativo, colocar o setor de tecnologia como prioridade dos governos e, de forma mais geral, melhorar a qualidade dos seus sistemas de educação. De acordo com Mia, a "tragédia" do ano passado, quando todos os países da América Latina perderam posições, não se repetiu. Os países asiáticos, que também haviam ganho posições como bloco no ano passado, estão se diferenciando: A Índia passou de 39º para 40º e a China caiu de 41º para 50º, enquanto a Coréia do Sul subiu de 24º para 14º. Os Estados Unidos recuperaram a liderança, depois de terem caído para o quinto lugar. Os americanos foram seguidos de Cingapura, Dinamarca, Islândia, Finlândia e Canadá. Ao lado do Chile, Israel obteve uma das melhores performances do relatório de 2005 para o de 2006. Pessimismo e mensalão Como o relatório é compilado em cima de uma pesquisa com líderes do setor privado, Mia ressalta que é possível que parte do pessimismo demonstrado com o chamado ambiente de mercado tenha a ver com os escândalos políticos no Brasil no ano passado: "Como a pesquisa aconteceu na mesma época que os escândalos, é possível que esta tenha sido uma das razões do pessimismo do setor privado". E apesar dos problemas com a qualidade do mercado no Brasil e à baixa "qualidade de educação básica e principalmente de matemática", ela ressalta que houve pontos positivos, como o aumento do uso da internet, de PCs, de telefones, de banda larga e de outros instrumentos de tecnologia de informação. Mia ressaltou ainda a peculiaridade de empresas privadas brasileiras investirem bastante em pesquisa e desenvolvimento. "As empresas privadas estão bastante ativas e isto não é comum em países da região," afirmou. Para um dos co-autores do relatório, Augusto Lopez-Claros, diretor da rede de Competitividade Global do Fórum, o Brasil avançou em algumas áreas. "Entre elas, o aumento da penetração de novas tecnologias, mas os pontos-chave do ambiente regulatório merecem total atenção." |
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