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Atualizado às: 15 de fevereiro, 2006 - 21h26 GMT (19h26 Brasília)
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Empresas de internet dos EUA defendem cooperação com China
Empresas de internet cooperam para entrar no mercado chinês
Quatro empresas americanas de internet - que estão sendo acusadas de terem cedido às exigências do governo chinês de bloquear sites e ajudar a localizar dissidentes que se comunicam pela rede em troca de acesso ao mercado de internet do país - defenderam a cooperação com Pequim nesta quarta-feira.

No mês passado, deputados americanos acusaram as empresas - Microsoft, Yahoo, Cisco Systems e Google - de ceder à pressão do governo chinês ao censurar páginas na internet.

As companhias afirmam que o acesso restrito não é o ideal, mas argumentam que, ainda assim, sua presença é válida para os chineses.

O número de usuário de internet da China é o segundo maior do mundo - 111 milhões de pessoas -, perdendo apenas para os Estados Unidos. Cerca de 64 milhões de chineses tem banda larga.

Prisão

O democrata Tom Lantos disse a representantes das empresas durante audiência nesta quarta-feira que eles acumularam muita riqueza e poder, "mas aparentemente com pouca responsabilidade social".

"Suas ações abomináveis na China são uma desgraça. Eu simplesmente não entendo como sua liderança corporativa dorme à noite", disse Lantos.

O democrata também afirmou que houve "uma série de incidentes perturbantes" em janeiro deste ano, em que empresas americanas "cederam a Pequim pensando em lucro".

Em 2005, o Yahoo foi acusado de fornecer informações ao governo da China que levaram à prisão de um jornalista que teria supostamente "divulgado segredos de Estado".

De acordo com o grupo Repórteres Sem Fronteiras (RSF), o escritório do Yahoo em Hong Kong ajudou as autoridades a estabelecer ligações entre o e-mail e o computador do repórter Shi Tao e a transmissão de informações.

Shi Tao, de 37 anos, trabalhava para o jornal Contemporary Business News, na província de Hunan, antes de ser preso e condenado a dez anos de reclusão em abril de 2005.

O Google também foi criticado ao anunciar em janeiro deste ano a censura de determinados sites no país.

Ajuda

Em declaração prepara em conjunto e apresentada para o Congresso nesta quarta-feira, as empresas pedem uma ajuda de como melhor operar na China.

O governo chinês impõe duras regras no uso da internet no país, bloqueando conteúdos que considera como ameaça, incluindo referências ao massacre da praça Tiananmen.

Elliot Schrage, do Google, disse que "os requerimentos para se fazer negócio na China inclui autocensura - algo que vai contra os valores básicos da empresa".

No entanto, disse ele, o Google optou por entrar no mercado chinês porque "vai fazer uma contribuição importante, apesar de imperfeita, para a expansão do acesso à informação na China".

O fundador da Microsoft, Bill Gates, disse no mês passado no Fórum Econômico Mundial que a censura na China não era motivo para que empresas de tecnologia deixassem de fazer negócios no país.

Gates afirma que a internet "está contribuindo para o engajamento político na China" já que "o acesso ao mundo está impedindo mais censura".

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