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Argentina reestatiza serviço de água e esgoto | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo argentino rescindiu, por decreto, o contrato com o grupo francês Suez, responsável, com outros sócios estrangeiros, pelo abastecimento de água e manutenção do esgoto na maior parte do país, desde 1993. Ao mesmo tempo, o governo do presidente Néstor Kirchner reestatizou o serviço, também por decreto, criando a Aysa (Águas e Saneamento Argentino), uma sociedade anônima, na qual o Estado contará com 90% das ações e os trabalhadores com os 10% restantes. O anúncio da rescisão do contrato, que duraria trinta anos, foi feito, nesta terça-feira, pelo ministro do planejamento, Julio De Vido, homem forte da administração Kirchner. “Quero deixar claro que a culpa é da concessionária que obriga o Estado a adotar essa medida”, afirmou o ministro, diante das câmeras de televisão. “A empresa deixou de cumprir o acordo, várias vezes”, criticou. Sem surpresas Entre as medidas que não teriam sido obedecidas, ele citou o cuidado com a água, especialmente nas regiões mais pobres da província de Buenos Aires. De acordo com o ministro, “o Estado deve proteger o povo diante dos abusos dos poderosos”. A medida não teria surpreendido o grupo Suez, de acordo com declarações de seus representantes à imprensa argentina. A disputa entre esse setor privado e o governo nacional começou pouco depois da desvalorização da moeda argentina, o peso, em 2002, mas ganhou mais força nos últimos meses. A empresa, que respondia por cerca de 30% do abastecimento, pedia ajuste nos preços das tarifas para compensar os investimentos e gastos em dólares. O que foi negado pelo governo Kirchner, desde sua posse em maio de 2003. Também nesta terça-feira, a secretaria de Obras Públicas informou que o governo investirá 243 milhões de pesos este ano e mais 200 milhões de pesos no ano que vem, principalmente para eliminar o “excesso de nitrato” da água fornecida às regiões mais pobres. A Aysa é a terceira estatal criada na gestão Kirchner. As duas anteriores, também em meio a crises setoriais, foram o Correio Oficial e a Enarsa, empresa de petróleo. |
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