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Asilo político cai pela metade em países desenvolvidos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O número de pedidos de asilo nos países industrializados caiu pela metade nos últimos cinco anos, segundo um relatório publicado nesta sexta-feira em Genebra pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (UNHCR). Os dados de 2005 mostram que os pedidos de asilo atingiram no ano passado seu menor nível em quase 20 anos. O chefe do UNHCR, António Guterres, criticou as pessoas dos países mais ricos que falam sobre um crescente problema de pedidos de asilo, observando que os países em desenvolvimento ainda abrigam a maioria dos refugiados em todo o mundo. Para a correspondente da BBC em Genebra, Elizabeth Blunt, a declaração mostra uma sensação de impaciência do UNHCR, já que os pedidos de asilo na Europa caíram consistentemente, mas ainda assim os países ricos reclamam. Lista Os dados mais recentes mostram que a lista é encabeçada pelo Irã e pelo Paquistão, com cerca de 1 milhão de refugiados cada um. A Tanzânia tem mais de meio milhão, e o Chade e Uganda têm em torno de 250 mil cada um. Alemanha, Estados Unidos, Grã-Bretanha e China também aparecem entre os dez primeiros, mas têm muito mais recursos para apoiar suas populações de refugiados. O número de pedidos de asilo nos 25 países da União Européia foi o menor desde 1988. Outros países industrializados também tiveram quedas acentuadas. Os Estados Unidos e o Canadá receberam 50% menos pedidos em 2005 do que em 2001. Na Austrália e na Nova Zelândia, os pedidos caíram 75% no mesmo período. António Guterres disse que os governos devem se perguntar se, ao introduzir restrições cada vez maiores ao asilo, eles não estariam fechando a porta para pessoas que estão genuinamente fugindo de perseguições. Ajuda O próprio UNHCR ajuda a apoiar os refugiados nos países em desenvolvimento, mas sua presença ainda é um fardo para os anfitriões. O súbito fluxo de sudaneses da região de Darfur para o leste do Chade traz pressões de demanda sobre lenha, pasto e água. Além disso, durante os conflitos que tumultuaram Libéria e Serra Leoa, Costa do Marfim e Guiné, cidadãos comuns abrigaram famílias de refugiados em suas casas e vilas e conviveram com postos de saúde lotados e turnos dobrados nas escolas, sabendo que bastaria uma pequena mudança na situação para eles próprios se tornassem refugiados. Os dados do UNHCR mostram que a maioria dos pedidos de asilo nos países desenvolvidos vinha de Sérvia e Montenegro, com a Rússia (incluindo a Chechênia) em segundo lugar. O número de pedidos de asilo de iraquianos, por sua vez, subiu 27% somente no ano passado. |
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