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Lula diz não haver decisão sobre expansão nuclear | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira em Londres não ter tomado nenhuma decisão em relação à construção de usinas nucleares no Brasil. "O governo não decidiu. Quando o governo decidir, isso vai passar pela minha mesa e vocês (jornalistas) vão saber porque nós teremos interesse em comunicar à nação brasileira o que vamos fazer", afirmou Lula, em entrevista conjunta com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. Lula falou sobre o assunto depois de ser questionado por uma jornalista sobre o suposto projeto do governo de construir até sete usinas nucleares no Brasil. O plano foi mencionado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, em entrevista à BBC Brasil. O ministro disse esperar a aprovação "em todas as instâncias até o fim do primeiro semestre deste ano". Possibilidade Lula disse, entretanto, que o Brasil discute "todas as possibilidades" para ser detentor da produção de energia, mas sugeriu que atualmente não tem interesse na alternativa nuclear. "Obviamente que não vamos deixar de discutir a questão da energia nuclear, que é um tema sempre importante, em algum momento poderemos precisar." Agora, no entanto, o Brasil se concentra agora na construção de hidrelétricas e investe em fontes de energias renováveis, disse o presidente. "Por enquanto estamos decidindo construir (a usina hidrelétrica de) Belo Monte, por enquanto estamos definindo, preparando o processo todo para construir duas hidrelétricas no Rio Madeira, por enquanto estamos pensando em aportar recursos e conhecimento no biocombustível e por enquanto estamos pensando em fazer da biomassa uma nova matriz energética para o Brasil." Ao falar sobre o Irã, Lula defendeu o direito de todos os países de ter um programa nuclear para fins pacíficos, mas ressaltou que todos devem se submeter aos organismos internacionais. "Isso vale para o Irã, isso vale para o Reino Unido, vale para o Brasil. Todos nós temos que estar subordinados aos fóruns que democraticamente tomam decisões políticas sobre a questão da energia nuclear." "Eu concordo", limitou-se a dizer o premiê britânico, sem responder à pergunta feita a ele sobre se via com preocupação as supostas pretensões nucleares do Brasil. O governo iraniano está sendo pressionado pela comunidade internacional, especialmente por meio da Agência Internacional de Energia Atômica, para cooperar com as inspeções internacionais de suas instalações nucleares. O país alega que usa a tecnologia nuclear apenas para gerar energia, mas inspetores dizem não poder confirmar as intenções pacíficas do país sem um acesso mais amplo às suas instalações nucleares. |
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