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Governo nega mudança em painéis em Resende | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A redução de tamanho dos painéis que impedem a visão das centrífugas para o enriquecimento de urânio na Fábrica de Combustível Nuclear em Resende (RJ) não foi discutida na reunião desta segunda-feira entre representantes do governo e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), no Rio de Janeiro. “Essa hipótese nós não estamos contemplando”, disse o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Odair Dias Gonçalves, à BBC Brasil. A possibilidade de diminuir os painéis para que os inspetores vejam as conexões tubulares superiores e inferiores das centrífugas foi levantada no mês passado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, durante uma visita à sede da AIEA, em Viena, na Áustria. “O que ele falou foram hipóteses gerais, não as hipóteses específicas que íamos fazer”, explicou Gonçalves. Clima favorável Ele acredita, no entanto, que o tamanho dos painéis não será empecilho para os entendimentos com a agência. “Hoje estamos num clima muito mais favorável. Mudamos nossa postura, tanto nós quanto a agência. Acabou aquela postura radical de ambas as partes”, declarou. A reunião desta segunda-feira serviu para estabelecer critérios de fiscalização. Na visita desta terça-feira à fábrica em Resende, que Gonçalves ressalta não ser uma inspeção, os técnicos da AIEA verificarão as possibilidades concretas de implementação do modelo discutido nesta segunda. Na quarta-feira, os representantes da AIEA e da CNEN voltam a se encontrar no Rio de Janeiro para rediscutir eventuais diferenças e fornecer esclarecimentos. Segundo previsões do governo, a fábrica começa a funcionar em uma fase inicial, de testes, antes do fim do ano. Em até seis meses após o início do funcionamento, período em que as instalações ficarão sujeitas a inspeções com ou sem aviso prévio, a planta entraria em operação comercial. Se houver entendimento entre as duas partes, a expectativa é de que os inspetores da AIEA voltem ao Brasil em cerca de duas semanas para o que seria a última visita antes do início das operações. |
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