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Em Londres, Lula diz que 'não brinca com a economia' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira em Londres que " a filosofia do atual governo é de não brincar com a economia. A nossa filosofia é que não existe mágica, existe seriedade, acordos, compromissos e atitudes". A declaração fez parte do seu discurso no encerramento do Seminário de Economia e Relações Comerciais entre Brasil e Grã-Bretanha. Falando para mais de cem empresários, Lula tentou transmitir a idéia de que investir no Brasil é seguro e que as eleições não devem mudar a política econômica. "Em um ano de eleições como este, é a sociedade brasileira que exige um crescimento sustentável." Desenvolvimento "O Brasil e os empresários agem hoje com um comportamento de seriedade", disse. Em seguida, o presidente enumerou o que considera conquistas do seu governo, dizendo ainda que "resolveram fazer da política econômica o toque de seriedade do governo". "Nós estamos no novo ciclo de desenvolvimento econômico e social. Este processo veio para ficar. Registramos a menor inflação dos últimos oito anos, recuperamos reservas internacionais, registramos o menor risco-país da história, coroando com o pagamento da dívida com o FMI." O presidente resaltou a necessidade de reforçar os laços com a Grã-Bretanha, argumentando que os dois países podem usar a expertise brasileira no setor de combustíveis alternativos - biodiesel e etanol - para financiar projetos em países africanos, ajundando o combate à pobreza nestes países. Palocci Mais cedo, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, havia afirmado que 2006 será, "com certeza, um ano de forte crescimento econômico". "Os indicadores macroeconômicos continuam evoluindo para o bem, ou seja, as taxas de risco caindo. O perfil da nossa dívida externa nunca esteve tão positivo", afirmou o ministro. "Certamente nós vamos ter um ano de forte crescimento em 2006 e nos próximos. O que nós queremos justamente é que este não seja um ano de crescimento, nós queremos que seja o fortalecimento de um ciclo longo de crescimento para o Brasil, onde a inflação permaneça sob controle, as contas externas continuem fortes e nós possamos crescer muitos anos." Ainda nesta quarta-feira, o Ipea (Instituo de Pesquisa Econômica Aplicada do Ministério do Planejamento) anunciou uma previsão de 3,4% para o crescimento da economia neste ano. O número é superior aos 2,3% de 2005, mas bem abaixo dos 4,9% de 2004. |
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