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Estudo mostra derretimento de gelo na Antártica | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um novo estudo baseado em dados de satélites indica que a camada de gelo na Antártida está encolhendo. A pesquisa, publicada na última edição da revista Science, usou satélites para acompanhar as mudanças no período entre 2002 e 2005 e concluiu que o continente está perdendo 152 quilômetros cúbicos de gelo a cada ano, com a maior parte da perda concentrada no oeste. Nos últimos anos os cientistas já haviam encontrado outras indicações de que o gelo do oeste da Antártida está derretendo, o que poderia contribuir para o aumento do nível dos oceanos. Mas estudos produziram resultados aparentemente contraditórios, com alguns indicando a perda de gelo e outros o engrossamento da camada. Nova técnica O novo estudo, realizado por cientistas da Universidade do Colorado, usa uma técnica que não havia sido testada antes: a medição da gravidade sobre a Antártida. Os dados vêm de dois satélites que orbitam a Terra. Quando eles sobrevoam regiões onde há muito material abaixo, como cadeias de montanhas ou onde as crostas rochosas são mais densas, eles registram um aumento na gravidade terrestre – pequena, mas mensurável.
No total, a equipe de Velicogna verificou uma redução anual de 152 quilômetros cúbicos na camada de gelo. Há uma perda clara no oeste, enquanto que a massa da camada no leste parece ser constante. A perda de gelo equivale a um aumento anual de 0,4 milímetros na média do nível do mar. Em contraste, o aumento total devido principalmente à expansão térmica da água do mar é estimado em 1,8 milímetros por ano. Outros estudos Estudos anteriores contavam principalmente com dados de altímetros de radares a bordo de satélites, que não conseguem medir declives íngremes, e de altímetros a laser em aeronaves, que não conseguem cobrir toda a região. No ano passado, um estudo com altímetro indicou que partes da camada de gelo do leste da Antártida estaria ficando mais espessa. “O que eles avaliaram era o que estava mudando no interior, e descobriram que estava aumentando, mas isso não está em contraste com o que nós descobrimos”, disse Isabella Velicogna. “Com o aumento de temperaturas você tem um aumento de chuvas. O que pode estar ocorrendo é que o gelo no interior aumenta e é reduzido na costa. No continente como um todo, o balanço do aumento e da perda é negativo.” Os pesquisadores da Universidade do Colorado esperam continuar as observações até 2009. |
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