70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 01 de março, 2006 - 21h40 GMT (18h40 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Brasil deve combater financiamento do terrorismo, dizem EUA

A subsecretária de Estado para a divisão internacional de narcóticos e fiscalização, Anne Patterson
Patterson disse que EUA têm informações "muito boas" para afirmar que região é foco de financiamento
O relatório do governo americano sobre produção e tráfico de drogas diz que o Brasil tem que aumentar o controle sobre o "financiamento do terrorismo" na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Argentina e Paraguai.

A subsecretária de Estado para a divisão internacional de narcóticos e fiscalização, Anne Patterson, disse que o governo americano tem "informações consideráveis" sobre o financiamento de atividades terroristas na região.

"Aquela região é uma área sem governo há muitas gerações, um centro de contrabando e agora está sendo usada para facilitar financiamento ao terrorismo", afirmou ela na entrevista coletiva para anunciar o relatório, elaborado anualmente pelo governo americano.

Apesar de o governo brasileiro negar a existência de terrorismo na fronteira, Patterson disse que o governo americano tem informações "muito boas" para afirmar que a região é um foco de financiamento ao terrorismo. "Não posso entrar em detalhes, mas temos confiança nas nossas informações", afirmou.

Ponto fraco

O relatório elogia os esforços do governo brasileiro no combate ao tráfico de drogas no ano passado, e destaca os esforços para combater a lavagem de dinheiro. O ponto fraco, na avaliação do governo americano, é a ausência de uma legislação criminalizando o financiamento do terrorismo.

"O governo brasileiro deveria criminalizar o financiamento ao terrorismo como um crime autônomo", diz o relatório. O documento também diz que o governo deveria estabelecer controle das transferências de recursos nas áreas de fronteira, principalmente na Tríplice Fronteira.

O diretor do Programa das Américas do departamento de combate ao narcotráfico, Abelardo Arias, disse que o assunto vem sendo discutido com o governo brasileiro.

“Temos uma boa cooperação com o governo brasileiro e estamos levando este assunto a eles”, afirmou. “São três fronteiras, então não é só Brasil, mas o Brasil é parte do problema.”

O Brasil também é classificado como um "grande fornecedor de produtos químicos"' para o refino de coca na região andina.

No geral, a avaliação dos americanos é que houve "um avanço significativo na campanha para reduzir a entrada de cocaína e heroína nos Estados Unidos" no ano passado, graças um forte esforço internacional.

A apreensão de cocaína nos países americanos foi recorde no ano passado. A coordenação dos esforços internacionais também permitiu, na avaliação do governo americano, o controle da expansão das plantações de folha de coca, o aumento das apreensões, a destruição das instalações de processamento de drogas e enfraqueceu os traficantes.

O relatório mostra que, na Colômbia, a produção de cocaína se manteve inalterada, apesar da redução da área plantada de folha, graças aos programas de erradicação patrocinados pelo governo americano. A subsecretária Patterson considerou o resultado do Plano Colômbia "um sucesso maior do que o previsto" para a Colômbia.

"Nos Estados Unidos os resultados foram menos visíveis", afirmou.

Os Estados Unidos também estão preocupados com a Venezuela. Como o Brasil, o país não é um grande produtor de drogas, mas é um ponto de passagem da droga produzida na Colômbia, Peru e Bolívia.

Patterson disse que o governo americano está preocupado com a falta de vigilância na fronteira da Colômbia com a Venezuela. "Não queremos que a Venezuela se converta num buraco na estratégia" de combate à droga na região.

Na Bolívia, a área cultivada de coca voltou a aumentar pelo quarto ano consecutivo. O relatório alerta para o aumento da influência política dos plantadores de coca no país, com a eleição do presidente Evo Morales (ex-presidente do sindicado dos cocaleiros).

Mas o governo americano age com cautela quando questionado sobre a relação entre os dois países com o novo governo. "A nossa relação com o governo de Evo Morales vai depender da postura que ele adotar em várias áreas, incluindo o combate às drogas", afirma Patterson.

RemédiosDrogas
ONU: Brasil tem maior consumo de remédios para emagrecer.
RuandaPoder feminino
Brasil é 107º em ranking de mulheres na política.
Refugiados
Projeto expõe fotos de jovens exilados na Grã-Bretanha.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Uso de anfetamina deixa o cérebro mais lento, diz estudo
20 de agosto, 2005 | Ciência & Saúde
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade