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Préval terá legitimidade no Haiti, diz Amorim | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reafirmou nesta quinta-feira o apoio do Brasil à definição das eleições no Haiti e disse que o presidente eleito, René Préval, assumirá o cargo com grande legitimidade. "Um candidato que obtém a maioria absoluta dos votos dados a candidatos, e sobre isso não há dúvida, e em que o segundo lugar tem um quarto dos votos dele, é uma legitimidade enorme", declarou Amorim. "Em raras eleições, você consegue apoio desse tipo." A vitória de Préval foi anunciada nesta quinta-feira, depois de o conselho eleitoral haitiano chegar a um acordo sobre o resultado final das eleições, marcadas por denúncias de irregularidades. O acordo foi fechado em uma reunião de emergência entre integrantes do governo e do conselho eleitoral, que concordaram em distribuir os votos em branco entre todos os candidatos de maneira proporcional. René Préval havia denunciado uma "fraude maciça" para impedir sua vitória no primeiro turno da eleição do último dia 7 e chegou a incentivar protestos nas ruas do Haiti. Sem o acordo, pelos últimos resultados parciais, Préval não conseguiria os 50% dos votos necessários para evitar um segundo turno. Com a decisão do conselho, o candidato passou a ter mais de 51% e foi declarado eleito em primeiro turno. Presidente do Haiti entre 1996 e 2001, Préval foi aliado do líder deposto Jean Bertrand Aristide, de quem herdou a popularidade entre as camadas mais pobres da população. Decisão soberana O ministro Celso Amorim negou que o governo brasileiro, que acompanhou de perto o processo eleitoral haitiano, tenha influenciado a decisão das autoridades locais. O Brasil comanda as tropas da missão de estabilização da ONU no Haiti desde 2004, quando uma revolta popular no país derrubou o então presidente Jean Bertrand Aristide. "Essa decisão não fomos nós quem tomamos", disse o chanceler brasileiro. "A decisão quem tomou foi o povo haitiano, que votou maciçamente no candidato Préval." "O mais importante é que essa decisão foi tomada pelos órgãos competentes do Haiti", acrescentou. "É uma solução tomada soberanamente pelas autoridades haitianas, com o apoio da comunidade internacional. Nós não negociamos nada." Apesar de admitir que a decisão do conselho confirma a visão que o Brasil tinha sobre o impasse nas eleições haitianas, Amorim rejeitou a idéia de que a solução foi o resultado de uma proposta do governo brasileiro. O ministro disse ainda que ao falar sobre o assunto na quarta-feira, o assessor de assuntos internacionais do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, fez comentários "a título pessoal". Garcia havia afirmado que a vitória de Préval no primeiro turno seria a "melhor solução" para o fim da tensão no processo eleitoral do Haiti. "O Brasil não tem, e não tinha, nenhuma solução preconcebida", rebateu Amorim. "A única coisa que isso pode revelar é que o professor Marco Aurélio Garcia tem uma boa capacidade de adivinhação." |
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