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Amorim: Blair aceitaria reunião que Lula propôs | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, se encontraram na manhã deste domingo, na África do Sul, para conversar sobre o envolvimento de chefes de Estado nas negociações sobre a chamada Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). Na opinião do presidente brasileiro, os trabalhos dos negociadores de cada país chegaram a um limite em que é necessária a intervenção dos chefes de governo para acabar com o impasse em relação ao fim dos subsídios agrícolas dos países desenvolvidos. Segundo Amorim, a reunião durou cerca de 20 minutos, e o premiê britânico estaria “engajado” no processo de uma possível convocação dos líderes dos países desenvolvidos para discutir o tema. “Acho que ele (Blair) quer saber se há uma possibilidade maior de êxito, mas ele me parece disposto a fazer um esforço exploratório. Se verificar que há uma possibilidade de êxito, ele está disposto a tomar a liderança”, afirmou Amorim. 'Mais positivo' Nos cálculos do ministro, esta reunião teria de ocorrer entre o início de março e o início de abril, porque depois disso ficaria muito tarde para ela ter efeito na discussão das modalidades, que têm de estar prontas em 30 de abril. Por outro lado, Amorim considera o clima das negociações neste momento mais positivo do que o existente antes da reunião em Hong Kong, em dezembro do ano passado. Segundo ele, isso pode significar um avanço em novas conversas entre os negociadores, sem haver necessidade de apelar para os chefes de Estado. “Se conseguirmos avançar nos encontros dos negociadores, não precisaria haver reunião”, disse Amorim. “Há uma maior compreensão do que é possível e necessário. Vamos explorar isso e ver se poderemos chegar a um acordo.” Por outro lado, o ministro brasileiro ainda acredita que, no atual estágio, uma reunião dos líderes é necessária. Café-da-manhã O café-da-manhã que se seguiu à conversa entre Lula e Blair também tratou da Rodada Doha da OMC. Estavam presentes o secretário-geral da OMC, Pascal Lamy; o comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson; o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki; e a primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark. Durante o encontro de duas horas, Lula explicou a importância da Rodada Doha para a agricultura nos países em desenvolvimento e para o combate à pobreza, e ainda para a estabilidade e a paz mundial. O presidente brasileiro destacou, mais uma vez, que enquanto nos países desenvolvidos o número de pessoas que dependem da agricultura equivale a cerca de 2% a 3% da população, no Brasil ele é de 25%, e em países africanos e na Índia chega a 70% da população. Lula também afirmou que o Brasil está disposto a fazer sua parte, que inclui a oferta de acesso a produtos livres de tarifas, e cotas aos países mais pobres da África. Segundo o presidente, o país também se dispõe a se abrir para países europeus nas áreas industrial e de serviços, mas ressaltou que a abertura tem de ser proporcional. |
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