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Permanência da ONU é consenso entre candidatos no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A necessidade de as tropas da ONU permanecerem no Haiti é consenso entre os principais candidatos que concorrem à Presidência do país. “Eu vou pedir para a Minustah ficar aqui”, afirmou, em entrevista à BBC, o candidato René Préval, que lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições desta terça-feira. “É necessário que ela nos ajude a reforçar a polícia, o sistema Judiciário e outras instituições. Não estamos agitando bandeiras nacionais.” O segundo colocado nas pesquisas, Charles Henri Baker, também defende a continuação da Minustah (Missão de Estabilização da ONU no Haiti), embora seja mais crítico com relação à atuação das tropas internacionais. “Eu acho que é criminoso por parte da comunidade internacional e do governo interino não tomar conta do problema em Cité Soleil”, disse o candidato, referindo-se à violenta favela de Porto Príncipe que é considerada um reduto das gangues armadas. Segurança Nenhum dos 34 candidatos defendeu a retirada imediata das tropas da ONU, que chegaram ao país em junho de 2004 com a missão de apoiar o país na transição para as eleições depois da queda do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide, em fevereiro daquele ano. No entanto, o analista Kisner Fharel diz que, embora a campanha eleitoral seja completamente dominada pelo tema da segurança, os candidatos não fizeram propostas específicas sobre como resolver o problema. “E impossível resolver o problema só com a policia haitiana, precisamos de ajuda externa, mas os candidatos foram muito vagos com relação a isso”, diz Fharel. Segundo ele, o tempo de permanência das tropas vai depender do êxito no treinamento dos policiais haitianos, mas ele considera que elas ainda vão ter que ficar no país por pelo menos um ano. Alguns eleitores entrevistados pela BBC Brasil, especialmente os que apóiam Préval, no entanto, disseram que as tropas devem sair logo após as eleições. Fharel acha que o ressentimento é limitado. Segundo o analista, a população está mais preocupada com a segurança e não se importam se ela será garantida por haitianos ou estrangeiros. O responsável pela organização das eleições na ONU, Gerard Le Chevalier, diz que o papel da ONU no país só será definido depois das eleições. “Não ouvi na campanha ninguém dizendo que deveríamos sair, mas o presidente eleito pode nos expulsar daqui”, disse Le Chevalier. |
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