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ONG acusa lobistas de influenciar fóruns de comércio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONG sul-africana Action Aid divulgou um relatório afirmando que as negociações de liberalização do comércio mundial estão sendo dominadas por lobistas de grandes multinacionais, em prejuízo das pessoas mais pobres do mundo. Como exemplos do que chama de "explosão do lobby corporativo", a ActionAid estima que empresas gastaram cerca de R$ 2,7 bilhões por ano para financiar mais de 10 mil lobistas junto à União Européia nos últimos anos. Em Bruxelas, na sede da UE, haveria um lobista para cada funcionário da UE e 70% deles estariam representando interesses do setor privado, contra 10% advogando causas como meio-ambiente, direitos humanos, saúde pública e desenvolvimento. "As corporações estão seqüestrando as negociações de comércio", disse Adriano Campolina, diretor da ActionAid da América Latina. O documento foi divulgado no Fórum Econômico Mundial, que está sendo realizado em Davos, e no Fórum Social Mundial, em Caracas. Denúncias O relatório intitulado "Sob a influência", afirma que há 17 mil lobistas na capital americana. Trinta para cada parlamentar no Congresso. Eles dominariam os Comitês de Aconselhamento para a definição de políticas de comércio e integraram a comitiva americana na última rodada de negociações de liberalização da Organização Mundial do Comércio, em Hong Kong. Participando até de reuniões que deveriam ser exclusivas para diplomatas. Entre os lobistas que foram oficialmente a Hong Kong na comitiva americana estavam representantes da Burger King, Halliburton e Monsanto. No caso do Brasil, a crítica é sobre a influência do Instituto de Estudos de Comércio e Negociações Internacionais (ICONE) nas posições do Brasil na OMC, já que, segundo a ActionAid, "a maioria das pesquisas nas quais as políticas de agricultura brasileiras se baseiam, vêm do instituto". O Brasil lidera o chamado G-20, que reúne países como a China, a África do Sul e a Índia. E, de acordo com o relatório, sendo "um dos grandes negociadores da OMC em agricultura, o aconselhamento do ICONE se reflete em sua estratégia de negociações". Segundao a Action Aid, o financiamento do ICONE vem de várias associações industriais, como a Associação Brasileira de Agrobusiness (que por sua vez é financiada por corporações como a Bayer e a Monsanto) e a Associação Brasileira de Indústrias de Óleos Vegetais, entre outras. |
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