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Morales promete mudar política econômica | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Num discurso para representantes das comunidades indígenas, logo após participar de um ritual de “purificação”, o presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, pediu “união” aos bolivianos, disse que mudará “políticas econômicas que não ajudaram o povo”, criticou as empresas privatizadas e elogiou o ex-guerrilheiro argentino Ernesto “Che” Guevara. “Tenho orgulho da classe média e dos profissionais e intelectuais bolivianos, mas também quero que eles tenham orgulho do nosso povo indígena”, afirmou, sob aplausos da platéia, em suas tradicionais vestimentas. “Não devemos nos sentir sozinhos. Estamos em tempos de mudanças, vitórias e de unidade dos bolivianos”, disse. A Bolívia é conhecida como um país fragmentado política e socialmente e um dos desafios do presidente eleito será manter a governabilidade, apesar destas adversidades. Saques das riquezas “Chegou a hora de colocar um fim no saque dos nossos recursos naturais”, afirmou, novamente aplaudido. A Bolívia é rica, principalmente, em gás natural e seus maiores clientes são o Brasil e a Argentina. Na sua fala, Evo pediu pressa aos parlamentares para a formação da Assembléia Constituinte, que escreverá a nova carta do país. “Em fevereiro ou março deve ser aprovada a convocação da Assembléia Constituinte e em agosto ela será inaugurada para que terminemos com o Estado colonial”, disse. As declarações do novo presidente da Bolívia foram feitas em Tiwanaku, parque arqueológico a setenta quilômetros de La Paz. Numa guinada no discurso que tinha adotado essa semana, na qual falou até em abrir diálogo com o governo dos Estados Unidos, ele atacou, principalmente as empresas privatizadas, retornando às críticas de seus discursos na época da campanha eleitoral. “Temos que mudar esse modelo de privatizações e leilões dos nossos bens”, atacou. “Queremos continuar avançando para liberar nossa Bolívia e nossa América”. Segundo ele, é possível “derrubar democraticamente” os interesses externos no país. Evo Morales também foi aplaudido quando falou do legendário guerrilheiro Che Guevara – “vamos cumprir com o que ele pretendia fazer” – e de Cuba.:“Só tinha visto praças cheias assim em Cuba. Que bom ver que isso também acontece aqui e espontaneamente”, falou à multidão, na véspera de tomar posse. |
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