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Evo Morales desativará Ministério dos Índios | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, antecipou que, no seu governo, não haverá um Ministério de Assuntos dos Índios. "Um ministério assim é uma forma de discriminar. É o mesmo que se ter um ministério da mulher. No meu governo, mulher e índio vão ser ministros", disse. "E também não vamos fazer um ministério dos brancos", ironizou. Os brancos são, como recordou, recentemente, o vice-presidente, Alvaro García Linera, minoria no país, mas ao longo da história "sempre estiveram no poder". Morales disse à imprensa boliviana que anunciará seu ministério na segunda-feira, um dia depois de receber o cargo do presidente interino Eduardo Rodríguez. Cerimônia Onze presidentes são esperados para a cerimônia em La Paz, nesse domingo, de acordo com a assessoria de imprensa do atual governo. Entre eles estarão os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, Néstor Kirchner, da Argentina, e Hugo Chávez, da Venezuela. Evo Morales afirmou ainda que a turnê que fez pelos quatro continentes, depois de ter sido eleito no primeiro turno das eleições, em dezembro passado, serviu para que visse que o papel do presidente é "fazer bons negócios para o país". Frase que teria repetido esta semana em mais de uma ocasião, de acordo com a imprensa boliviana. "Ainda vamos avaliar se nossa integração será através de TLC (Tratado de Livre Comércio), Alca (Área de Livre Comércio das Américas) ou Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas, sugerida pelo presidente venezuelano Hugo Chávez) ou Mercosul", afirmou. Negociadores Negociadores brasileiros e argentinos esperam atrair a Bolívia como sexto integrante pleno do bloco, depois do anúncio de que a Venezuela se somará ao Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai no Mercosul. Mas tudo indica que antes de discutir questões como a integração, Morales terá pelo menos um assunto urgente a tratar, logo depois que assumir a presidência. Na última terça-feira à noite, o presidente Rodríguez anunciou a saída do chefe do Exército, general Marcelo Antezana, e do ministro da Defesa, Gonzalo Méndez, acusados de entregar 28 mísseis, de fabricação chinesa, que pertenciam às Forças Armadas bolivianas, aos Estados Unidos. Em outubro, na condição de deputado, Evo Morales, denunciou a "irregularidade". Agora, avisa que determinará "investigação e castigo rigorosos" para os envolvidos no caso. "Os responsáveis devem ser castigados, drasticamente, por desmontar as Forças Armadas do país", disse. |
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