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Atualizado às: 12 de janeiro, 2006 - 17h17 GMT (15h17 Brasília)
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Europeus pedem que Irã seja levado ao Conselho de Segurança da ONU
Técnicos iranianos em instalações nucleares
Irã alega que o seu programa nuclear tem fins pacíficos
Os ministros das Relações Exteriores de Alemanha, Grã-Bretanha e França disseram nesta quinta-feira que o Irã deve ser denunciado ao Conselho de Segurança da ONU após ter retomado unilateralmente suas atividades nucleares.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeyer, disse que a confiança da União Européia no Irã foi abalada profundamente.

Após reunir-se com seus colegas britânico e francês, Steinmeyer disse que eles decidiram pedir ao comitê executivo da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para analisar o assunto.

O Irã rompeu na terça-feira os lacres internacionais de sua unidade de pesquisas sobre enriquecimento de urânio em Natanz, gerando preocupações dos Estados Unidos, da União Européia e da Rússia.

Eles temem que o Irã esteja tentando desenvolver armas atômicas, o que Teerã nega.

Reunião de emergência

O encontro dos ministros europeus desta quinta deve levar a uma outra reunião, de emergência, da diretoria da AEIA, provavelmente em duas ou três semanas.

A diretoria pode então remeter o caso ao Conselho de Segurança da ONU em Nova York. O conselho da AIEA precisa de maioria simples entre os 35 membros (entre eles o Brasil) para encaminhar o caso para o Conselho de Segurança da ONU.

O Conselho de Segurança poderia tomar várias medidas, que vão desde a divulgação de uma declaração de apoio aos esforços da AIEA em relação ao assunto até a adoção de sanções contra Irã.

O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, disse que várias propostas foram feitas ao Irã, incluindo a possibilidade de entrada na Organização Mundial do Comércio (OMC), mas que apesar dos esforços o Irã deu suas costas aos negociadores europeus. Segundo ele, o país não deixou alternativa a não ser recorrer ao Conselho de Segurança.

O presidente do Irã insistiu que as pesquisas nucleares de seu país continuarão apesar do “barulho” ocidental.

Segundo declarações de um diplomata ocidental em Viena a agências de notícias, o Irã rompeu nesta quinta-feira os lacres de mais dois de suas unidades nucleares.
Segundo o diplomata, que pediu anonimato, o equipamento nuclear iraniano está em mau estado, exigindo algum tempo para que os trabalhos possam ser efetivamente retomados.

“Erro grave”

O governo americano disse na quarta-feira que a retomada das atividades em uma usina nuclear no Irã foi um "erro grave" e que é muito provável que o caso seja encaminhado para o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para a avaliação de possíveis sanções contra o país.

"O regime iraniano fez outro erro grave e estamos engajados numa diplomacia intensa no momento. Estamos conversando com nossos amigos europeus e outros sobre os próximos passos", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, aos repórteres que acompanharam o presidente George W. Bush numa viagem ao Estado de Kentucky.

O governo americano vem tentando enviar o caso para o Conselho de Segurança há mais de um ano, mas um trio de países europeus - Grã-Bretanha, França e Alemanha - vinha tentando negociar com o Irã o fim do programa nuclear do país.

Atividades na planta de IsfahanEntenda
Conheça os detalhes sobre a polêmica nuclear do Irã.
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