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Reforma agrícola pode deixar pobres para trás, diz FAO | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um relatório divulgado nesta quarta-feira pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) afirma que investimentos e políticas complementares serão necessários para garantir que os benefícios de uma possível reforma do comércio agrícola cheguem também aos mais pobres. “O comércio agrícola e a liberalização comercial podem revelar o potencial do setor agrícola de promover o crescimento a favor dos pobres, mas esses benefícios não são garantidos”, afirma a agência da ONU. Para garantir que a reforma do comércio agrícola ajude as populações mais pobres, a FAO apresenta no relatório uma série de recomendações. A entidade pede que instituições de mercado e uma melhor infraestrutura sejam criadas antes da abertura de mercados agrícolas domésticos à competição internacional. A agência da ONU também sugere a adoção de políticas consistentes que ofereçam “sinais apropriados de resultados favoráveis aos pobres e ao crescimento” no processo de liberalização agrícola. A FAO pede ainda investimentos em educação e na criação de órgãos que ofereçam redes de proteção para as pessoas mais vulneráveis durante a transição rumo ao livre comércio. O relatório conclui que as mudanças do comércio no setor agrícola podem ajudar no combate à fome e à pobreza se forem acompanhadas por uma estratégia explícita de ajuda aos mais pobres. Brasil Em um trecho do relatório dedicado ao impacto da liberalização agrícola no combate à pobreza no Brasil, a FAO apresenta cálculos que prevêem uma redução do índice de pobreza no país de 2,9% a curto prazo e 1,6% a longo prazo. O estudo indica que a variação é causada pelo impacto positivo da liberalização agrícola na renda dos domicílios rurais autônomos, que representam um elemento importante no quadro da pobreza nacional. O estudo afirma que os efeitos positivos da abertura de mercados agrícolas vão além do impacto imediato que a liberalização do setor provoca nos produtores e consumidores. De acordo com a FAO, a possível reforma pode contribuir para o crescimento econômico e o aumento dos salários de trabalhadores menos qualificados nos países em desenvolvimento. “As reformas comerciais que estimulam a produção agrícola freqüentemente levam a um aumento geral nos salários dos menos qualificados”, diz o relatório. |
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