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Atualizado às: 23 de novembro, 2005 - 21h45 GMT (19h45 Brasília)
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Presidente do Irã enfrenta resistência no Parlamento

Presidente do Irã, Mahmoud Ahamadinejad
O presidente do Irã tem removido muitos funcionários do alto escalão
A recusa do Parlamento iraniano em endossar a terceira indicação feita pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad para o Ministério do Petróleo provocou choque no Irã.

A situação é tão incomum que um membro da direção do Parlamento disse que a questão deveria ser levada ao órgão que examina a legislação, conhecido como Conselho Guardião, para orientar os parlamentares sobre como proceder neste caso.

O terceiro indicado, Mohsen Tasalloti, recebeu apenas 77 votos no Parlamento, com 139 votando contra ele.

Parece que alguns dos que o apoiaram pertencem ao grupo minoritário reformista. Isso significa que alguns dos parlamentares da maioria governista votaram contra a escolha de Ahmadinejad.

Quando Ahmadinejad ganhou as eleições presidenciais, a conclusão foi de que agora os ultra-conservadores dominariam todos os órgãos de poder no Irã, tanto no Parlamento, como no governo.

Após anos de política de facção, muitos iranianos pensavam que haveria uma estrutura de poder mais homogênea.

Isso tem se provado errado. Meses depois do início de seu mandato, Ahmadinejad ainda luta para assegurar o controle do governo.

Ataque velado

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que detém a autoridade do país em última instância, já tomou o passo incomum de pedir às pessoas que dêem mais tempo ao novo presidente para cumprir seu programa.

Ele lembrou os iranianos que o presidente foi eleito democraticamente e que não era justo criticá-lo. Apesar disso, o rival Akbar Hashemi Rafsanjani, derrotado nas últimas eleições, lançou um ataque velado a Ahmadinejad, reclamando de um série de expurgos no governo.

No Ministério das Relações Exteriores, o novo governo anunciou que 40 diplomatas, incluindo muitos dos mais importantes embaixadores, devem retornar ao Irã nos próximos meses.

Também foram demitidos os presidentes de todos os sete bancos estatais do Irã.

Alguns argumentam que uma mudança de governo naturalmente leva à alteração nos ocupantes de cargos. A preocupação, porém, é se a mudança não estaria se dando de forma muito rápida e se haveria pessoas experientes para ocupar os postos.

Paralisia

Há preocupações no momento sobre o impacto do vácuo na cadeira de ministro do Petróleo sobre os investimentos.

Os preços do petróleo estão tão altos que não há problema em relação aos pagamentos, mas é o efeito sobre a tomada de decisões que mais preocupa.

"Como resultado da situação, as atividades do ministério e de algumas companhias ligadas a ele estão mais ou menos paralisadas, o que é perigoso", diz o economista Ali Rashidi.

Já o ex-presidente do conselho de administração da bolsa de valores de Teerã diz que a instituição perdeu 25% de seu valor desde que Ahmadinejad assumiu a presidência. É a maior queda na história da bolsa.

O fato é visto como um indicador de incerteza econômica, internamente sobre as novas políticas do presidente e externamente sobre os resultados da disputa nuclear.

66Insetos
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