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Acordo sobre Gaza não implica avanços mais ousados no processo de paz | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Após a intervenção pessoal da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, Israel e a Autoridade Palestina chegaram a um acordo a respeito da abertura de vias de passagem que ligam a Faixa de Gaza com o Egito, Israel e a Cisjordânia. Mas agora que Rice interveio para romper o impasse, será que o impulso diplomático vai ser mantido? Especialistas se mostram em dúvida a este respeito. Ainda há pouca confiança mútua entre israelenses e palestinos. Além disso, ambos os lados se encontram em clima pré-eleitoral – os palestinos vão às urnas em janeiro, e parece provável que os israelenses sigam o mesmo caminho alguns meses depois. A necessidade de apaziguar os eleitores não predispõe seus líderes a fazer concessões mais sérias. Desafios O líder palestino Mahmoud Abbas, que enfrenta um sério desafio do grupo islâmico Hamas, quer ver progresso em temas importantes como fronteiras, assentamentos, refugiados e Jerusalém. Já o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, enfrenta rivais em seu próprio partido, o Likud, e do Partido Trabalhista, que tenta recuperar o comando do governo. Sharon quer evitar os temas mais delicados e, ao invés disso, quer se concentrar na necessidade de controlar o Hamas e outros grupos militantes palestinos. Avanços reais, se é que eles vão acontecer, são improváveis antes do novo ano. Sinais tangíveis Por semanas, o acordo fechado nesta terça-feira foi bloqueado pela exigência dos palestinos de ter total controle sobre estas vias de passagem e preocupações de Israel a respeito de sua segurança. Sua assinatura foi importante por duas razões. Para os palestinos, é vital que bens e pessoas consigam entrar e sair da Faixa de Gaza. Só quando as passagens estiverem funcionando normalmente é que eles podem ter esperança de retirar sua economia da atual crise e se sentir um pouco menos prejudicados. Para o governo do presidente americano, George W. Bush, o acordo é importante por uma razão bem diferente. Altos funcionários americanos querem sinais tangíveis de que a retirada de Israel da Faixa de Gaza em setembro realmente aumentou as chances de que o moribundo processo de paz no Oriente Médio ganhe nova vida. Eles também querem ver boas notícias vindas o Oriente Médio, em uma época em que más notícias, especialmente vindas do Iraque, começam a afetar a Presidência. É isto que explica por que Condoleezza Rice investiu tanto tempo e esforço, além de sua própria autoridade pessoal, na obtenção de um acordo que contempla temas relativamente menores, de caráter mais técnico. Nos dois meses desde que Israel completou sua retirada da Faixa de Gaza, os dois lados ou não voltaram a negociar ou ficaram trocando acusações e recriminações. |
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