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Gaza pode virar 'prisão gigante', diz enviado especial | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O enviado do chamado "quarteto" internacional que busca uma saída para o conflito do Oriente Médio, James Wolfensohn, alertou que a Faixa de Gaza pode virar uma "prisão gigante", caso vias de passagem para Israel e para o Egito não sejam totalmente abertas. Wolfensohn, que foi indicado para o cargo pelos Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU após deixar a Presidência do Banco Mundial, fez os comentários depois de se encontrar com negociadores israelenses e palestinos. Ele disse que os próximos três dias serão "críticos" para decidir se bens produzidos na região poderão ser vendidos para outros países. A Autoridade Palestina espera poder exportar produtos agrícolas que estão amadurecendo em centenas de hectares de estufas que foram deixadas pelos colonos israelenses que deixaram a Faixa de Gaza há alguns meses. Mas o governo israelense tem imposto restrições à passagem pela fronteira da Faixa de Gaza com o país, alegando considerações na área de segurança. Condoleezza Rice Por sua vez, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, também em visita ao Oriente Médio, disse que a retirada israelense da Faixa de Gaza apresenta uma oportunidade para progredir nas negociações de paz na região. Ela cobrou que tanto israelenses como palestinos honrem os compromissos assumidos em negociações anteriores que resultaram no chamado "mapa" para a paz. Rice disse que os palestinos devem "desmontar as infra-estruturas terroristas", enquanto os israelenses precisam evitar ações que impeçam um acordo final. Ela também disse que iniciativas em favor da democracia que estão ocorrendo na região aumentam as chances de um acordo de paz entre israelenses e palestinos. Rice chegou a Israel neste domingo após visita à Arábia Saudita. Para alguns diplomatas americanos, porém, as chances de progresso no momento não são as melhores, até porque o governo de Ariel Sharon, em Israel, enfrenta um crise política após o anúncio de que o Partido Trabalhista pode deixar sua coalizão. |
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