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Atualizado às: 09 de novembro, 2005 - 22h06 GMT (20h06 Brasília)
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Para analistas, Wall Street não teme eleição de 2006

bolsa
Mercado aposta crescimento de até 3,5% do Brasil no ano que vem
Apesar das possíveis repercussões da atual crise política no cenário político durante a campanha presidencial, Wall Street permanece otimista em relação à economia brasileira, apostando num crescimento entre 2,75% e 3,5% para o PIB no ano que vem, afirmaram analistas nesta quarta-feira.

"O ano de 2006 não será a repetição de 2002", disse Paulo Leme, diretor de mercados emergentes do banco Goldman & Sachs, referindo-se à crise cambial que antecedeu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva sobre José Serra nas eleições presidenciais.

Feita durante um evento da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos em Nova York, a previsão de Leme reflete os ânimos do mercado financeiro internacional em relação ao Brasil.

"A principal diferença em relação ao passado é que hoje o Brasil já dispõe de reservas da ordem de US$ 50 bilhões, suficientes para financiar dois terços de seus compromissos em 2006," disse Drausio Giacomelli, vice-presidente do banco J.P. Morgan para a América Latina.

Oposição

De acordo com Leme, é difícil fazer previsões sobre quem vai ganhar a eleição.

"Mas eu arriscaria que a oposição liderada pelo PSDB tem uma chance entre um terço e dois terços de ganhar," disse.

"O presidente Lula continua a ser um candidato formidável, mas acredito na alternância de poder e acho que isso é positivo."

Segundo os analistas, os principais trunfos de Lula são a sua popularidade junto ao segmento mais pobre da população, o fato de ele não ter sido atingido diretamente pelo chamado esquema do mensalão e o crescimento econômico.

O candidato petista também poderá ser ajudado pelo cenário econômico global, de expansão moderada em 2006.

Por outro lado, os analistas acreditam que a crise política deve ter um impacto negativo não apenas a campanha, mas também em um virtual segundo mandato de Lula.

"Se o PT se reeleger, certamente esse será um governo debilitado," disse Leme.

Alckmin

De acordo com Lisa Schineller, diretora da agência de classificação de risco Standard & Poor’s, o próximo grande desafio para a economia brasileira deverá acontecer em 2007, primeiro ano de mandato do próximo presidente.

"Ele precisará construir uma coalizão política para implementar as reformas necessárias," afirmou.

Indagada sobre qual seria o candidato a presidente preferido de Wall Street, Lisa disse que "em conversas com investidores, percebe-se uma preferência por Alckmin," referindo-se ao governador de São Paulo, do PSDB.

Segundo ela, a preferência dos investidores justifica-se pelo "forte apoio técnico oferecido pelo PSDB" e pelo bom desempenho de Alckmin em São Paulo.

Em relação ao atual prefeito de São Paulo, José Serra, Lisa disse que "o mercado se pergunta se Serra seria a favor de conviver com taxas mais altas de inflação e se ele seria mais favorável ao setor industrial", numa indicação de que um eventual governo seu seria mais protecionista que o de Lula.

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