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Atualizado às: 22 de outubro, 2005 - 08h29 GMT (05h29 Brasília)
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Restrições reduzem crimes armados na Austrália

A violência doméstica é maior problema no país, segundo ONG
Desde a introdução de uma lei, em 1997, que restringiu o comércio e o porte de armas de fogo na Austrália, o uso de armas em crimes diminuiu no país.

Segundo estatísticas do governo australiano, foram usadas armas de fogo em 5% dos roubos registrados em 2004, a menor proporção desde 1993.

A proporção de assassinatos envolvendo armas caiu de 32%, em 1996, para 13%, em 2004.

Para tentativas de assassinato, o índice em que foram usadas armas de fogo caiu de 31%, em 1999, para 23%, em 2004.

A lei que entrou em vigor em 1997 também restringiu o comércio e o porte de réplicas de armas e de armas desativadas.

Violência doméstica

John Crook, presidente da ONG Gun Control Network Australia, aponta essa queda no crime armado no país como um "sucesso" da lei que proibiu o comércio de armas.

"Nos últimos anos, quando a Austrália implementou leis mais rígidas de controle de armas, e, particularmente nos últimos dez anos, depois do massacre de Port Arthur, houve uma grande queda no número de mortes por armas por ano", diz.

O massacre a que ele se refere ocorreu em 1996, quando um jovem matou 35 pessoas com um rifle semi-automático usado para a caça.

Mas Rebecca Peters, diretora da Iansa, coalizão de 500 ONGs que trabalham para o controle de armas no mundo, observa que a Austrália "nunca foi um país com alto índice de crimes armados".

Ela diz que o problema no país é a violência doméstica, como casos de maridos que matam as esposas.

É por isso que a Associação de Atiradores Esportivos da Austrália defende, por exemplo, que "não são necessárias mais leis de armas, mas, sim, uma revisão do estado dos serviços de saúde mental".

Unificação

Outro fator que teria contribuído para diminuir os crimes armados, de acordo com Rebecca, foi a unificação das leis antiarmas no país.

"Até a metade dos anos 90 a lei de controle de armas era diferente em cada um dos oito Estados do país, sendo mais rígida em alguns e menos em outros", diz a ativista.

"Vimos que nos Estados onde existia menos controle havia mais violência com armas. As armas também circulavam de um Estado para outro."

Todos os Estados passaram a seguir uma única lei federal – ficou mais difícil conseguir porte de armas para caça e tiro ao alvo, além de haver um limite da venda de uma arma por pessoa.

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