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'Se não tivesse problema, tudo se resolveria no convento', diz Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou nesta terça-feira, em Moscou, os problemas que vem enfrentando na política interna brasileira. "Os problemas fazem parte da política. Não acredito em nenhum país do mundo que não tenha problema", disse Lula em rápida entrevista em Moscou. "Se não tivesse problema, não tinha política, se resolveria tudo no convento." Ele voltou a dizer que não muda a política econômica brasileira. "Tenho dito, nenhuma provocação, por maior que ela seja, vai me fazer sair do sério, do rumo que nós estabelecemos para a economia brasileira", insistiu. "Para pobres" O presidente previu que, dessa maneira, o Brasil vai continuar crescendo, gerando empregos, distribuindo e transferindo renda. "Sei que isso incomoda muita gente, porque muita gente nunca viu no Brasil fazer coisa para pobre e nós vamos fazer." "E vamos continuar viajando o mundo para poder colocar o Brasil com muito mais força no mercado internacional." Segundo ele, existem todas as condições do mundo para fazer com que o Brasil se transforme numa grande nação, "que a gente possa fazer parte dos países ricos". Renúncias Quanto à renúncia, na segunda-feira, de apenas um candidato do PT que sofre o risco de cassação no Congresso, Lula afirmou que "não esperava nada". "O que eu acho é que esse processo vai ter um fim", disse o presidente. "Acho que, quando terminar tudo isso, vamos ver o quanto há de verdade e de mentira." O presidente disse que em algum momento vai se chegar a um "veredicto final" sobre as acusações feitas contra integrantes do seu partido. "Somente o tempo vai poder provar isso. Por enquanto, vivemos uma situação muito engraçada em que se joga suspeição sobre todo mundo e se prova muito pouca coisa." |
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