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Medicina mortal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Qual é o melhor cardiologista de Nova York? O melhor urologista? A revista New York sempre esgota suas edições quando publica a lista dos melhores médicos da cidade. Não é preciso mais esperar pelas edições dos especialistas. Os hospitais e médicos mais ou menos bem sucedidos estão na internet. O próprio governo federal começou a criar uma lista em 1994. O site chama-se Hospital Compare, mas as companhias de seguro hoje estão oferecendo aos seus segurados não só uma comparação de hospitais e médicos como de preços. Nem todas as informações são exatas, porque o processo está em ritmo de implantação e há variantes difíceis de calcular com precisão. Sobrevivência O estado de Nova York, por exemplo, há 11 anos começou a recolher dados sobre cardiologistas que fazem angioplastia, um tratamento para desentupir as coronárias e restabelecer o fluxo de sangue para o coração. Num paciente mais jovem que não está sofrendo um ataque cardíaco, a angioplastia tem uma margem de sucesso de 99%. Num doente com mais de 70 anos, frágil, que chega ao hospital com uma emergência cardíaca, as chances de morte durante uma angioplastia sobem para 50%. Cada paciente que morre durante o procedimento, como também em cirurgias, entra na relação dos falecidos do médico. Um numero alto, além da reputação, afeta também o preço do seguro. Embora a pesquisa leve em conta a condição do doente e o grau de risco, muitos cirurgiões admitiram em pesquisas que quando um paciente chega ao hospital em estado muito precário eles, médicos, preferem salvar a própria reputação. |
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