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Sem saída | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Nove de outubro já foi tarde e os terroristas não explodiram o metrô de Nova York mas tivemos mais uma explosão de alertas e instruções de como nos comportar no caso de um ataque. Nas semanas anteriores já tínhamos aprendido como escapar de furacões. Por incrível que pareça está tudo no papel mas para cada plano há um especialista em desconstruir. Um deles se inspirou na música New York, New York. O verso "quem vence em Nova York vence em qualquer lugar" foi alterado para "quem consegue fugir de Nova York consegue fugir de qualquer lugar". Dois milhões de exemplares do guia de crises da Secretaria de Administracao de Emergências foram distribuídos em oito línguas. Pode ser lido na internet e, para quem prefere informação ao vivo, deve ligar para 311, mas na última crise, a do apagão, a mesa congestionou. Feriado ou Bin Laden Apesar dos alertas sobre atentados na semana passada, poucas pessoas deixaram de usar o metrô e não ficou claro se foi por respeito aos feriados judeus ou ao Osama bin Laden. O maior medo dos novaiorquinos é da bomba suja que provocaria pânico instantâneo sem dar prazo para evacuar a cidade. Num furacão, de qualquer categoria, há mais tempo para tirar o corpo fora. Numa explosão, mesmo se o número de mortes se limitar a dezenas de pessoas e for contida numa área de quarenta quarteirões em volta da Wall Street, as conseqüências econômicas serão devastadoras, talvez irreversíveis. O prejuízo está calculado em US$ 1 trilhão. A história não oferece consolo. Em 1783 o Exército inglês, derrotado em Nova York, recebeu ordens de bater em retirada às pressas. Levou um mês. |
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