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'Não vou deixar Bali', diz empresário brasileiro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Embora a Embaixada do Brasil na Indonésia tenha pedido para que os brasileiros deixem imediatamente Bali, o empresário carioca Renato Vianna, que mora há 12 anos na ilha, não pretende sair de lá. Casado e com dois filhos, Vianna é dono da cadeia de lojas de roupas By The Sea, com filiais na Indonésia e no Brasil. "Existe preocupação mas o clima está normal por aqui", disse em entrevista à BBC Brasil. "Não vou deixar Bali de jeito nenhum." Vianna contou que estava em uma festa na praia de Nusa Dua quando as bombas foram detonadas em Jimbaran e Kuta por volta da 20h no sábado (horário local). "Ficamos sabendo das explosões no meio da festa. Todo mundo ficou em estado de choque", disse. Memorial O empresário disse que conversou com outros brasileiros que moram em Bali ou que estão viajando a turismo pela ilha e que ninguém falou em sair do país. "Os brasileiros que moram aqui já sabem que isso é um fato isolado. Não existe violência desse tipo em Bali. São muçulmanos fanáticos que vêm de outros lugares, como Java." Vianna passou pelos locais onde ocorreram as explosões e disse que, pela extensão dos estragos, parecia que as bombas eram pequenas. "Foi bem diferente de 2002, quando as explosões foram grandes e mataram um maior número de pessoas", disse o empresário que, naquele mesmo ano, inaugurou uma loja a poucos metros da danceteria em que houve o atentado. "A loja foi destruída. Daquela vez, estávamos bem próximos", contou. No lugar onde ficava a danceteria agora está um memorial em homenagem às vítimas. Lá está o nome de dois brasileiros: Alexandre Moraes Watake e sargento Marco Antônio Farias. |
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