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'Ataques suicidas' matam pelo menos 26 pessoas em Bali | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As explosões que deixaram pelo menos 26 mortos em Bali foram ataques suicidas, informou o major general Ansyaad Mbai, responsável pela operação antiterror da Indonésia. Segundo o oficial, partes dos corpos dos suicidas foram encontradas nos locais onde ocorreram as explosões. Ele adicionou que, aparentemente, os atentados foram perpetrados pelo grupo radical Jemaah Islamiah, o mesmo dos ataques de 2002, em Bali, em que mais de 200 pessoas foram mortas. As três explosões deste sábado feriram mais de cem pessoas, sendo que 17 estão em estado grave. Nove corpos ainda não foram identificados. A maioria das vítimas fatais seria de indonésios. Entre os feridos estariam turistas da Austrália, Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul. Suspeitos Mbai disse que os três suicidas foram em restaurantes em Jimbaran e em Kuta, no sábado, vestindo roupas com explosivos que foram então detonados. "Tudo o que sobrou foram suas cabeças e pés", detalhou. O oficial disse que dois fugitivos da Malásia são suspeitos de organizar os atentados. Azahari Bin HUsin e Noordin Mohamed Top estão na lista dos mais procurados da Indonésia desde os ataques de 2002. Nenhum grupo militante assumiu a autoria dos atentados deste sábado. O grupo extremista islâmico Jemaah Islamiah, citado por Mbai, teria ligações com a rede Al-Qaeda, de Osama Bin Laden. Em outubro de 2002, explosões em uma discoteca na praia de Kuta provocaram a morte de 202 pessoas. As explosões foram atribuídas ao Jemaah Islamiah. O correspondente da BBC em Jakarta, Tim Johnston, disse que as autoridades locais já tinham alertado que grupos militantes estariam planejando outros ataques a alvos ocidentais na Indonésia, mas não houve nenhum aviso em particular nos últimos dias. Repercussão Líderes mundiais condenaram os ataques. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que os Estados Unidos vão continuar trabalhando em parceria com a Indonésia na chamada "guerra contra o terror". O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, condenou os ataques. Blair disse que a Grã-Bretanha está pronta para ajudar no que for preciso. O presidente francês, Jacques Chirac, enviou uma mensagem ao presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, também condenando os ataques deste sábado. |
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