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Atualizado às: 28 de setembro, 2005 - 17h34 GMT (14h34 Brasília)
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Gelo do Ártico tem menor tamanho em cem anos

Ártico
Extensão da camada de gelo no Ártico está nos níveis mais baixos
A área coberta por gelo marítimo no Ártico diminuiu pelo quarto ano consecutivo, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Centro Nacional de Dados de Gelo e Neve (NSIDC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos.

Segundo os cientistas, a extensão da camada de gelo este mês é a menor em mais de um século.

O clima do Ártico varia naturalmente, mas os pesquisadores concluíram que o aquecimento global produzido por ações humanas é, pelo menos parcialmente, responsável pelo fenômeno.

Eles alertam que a diminuição da camada de gelo pode levar a um desaparecimento ainda mais rápido nos próximos anos.

"Setembro de 2005 estabelece um novo recorde mínimo no tamanho da camada de gelo do Ártico", disse Mark Serreze, do NSIDC.

"É a menor camada de gelo marítimo que vimos nos registros de satélite, e dá continuidade a um padrão de extensões cada vez menores, que temos notado nos últimos quatro anos", afirmou.

Setembro

Setembro já é o mês em que, normalmente, a camada atinge seu tamanho mínimo.

Os novos dados mostram que em 19 de setembro, a área coberta por gelo diminuiu para 5,35 milhões de km2, a menor desde 1978, quando os registros por satélite se tornaram disponíveis. Ela já 20% menor do que a média registrada entre os anos de 1978 e 2000.

Se a atual taxa de encolhimento desta camada – calculada em 8% por década – não mudar, o gelo pode desaparecer completamente durante o verão de 2060.

Serreze acredita que as descobertas são uma prova das mudanças climáticas provocadas por ações humanas.

"Ainda é uma questão controversa, e sempre vai haver alguma incerteza porque o sistema climático sofre grande variação natural, especialmente no Ártico", diz ele.

"Mas acredito que a evidência de que parte do que vemos agora é causada pelo efeito estufa está crescendo com muita, muita força. Se você me perguntasse, eu apostaria que é isso que está acontecendo."

Movimento confuso

Uma das limitações desses registros, no entanto, é que eles medem apenas a área coberta pela camada de gelo, e não o volume.

"Um outro fator poderia ser o movimento desta camada", disse Liz Morris, da Pesquisa Britânica para o Ártico, que atualmente trabalha no Instituto Scott de Pesquisa Polar, em Cambridge, na Inglaterra.

"Se o gelo 'empilhar' todo no mesmo lugar, pode ser que o volume não tenha diminuído", disse ela à BBC, "e há alguma evidência de que o gelo está se 'empilhando perto da costa norte do Canadá, por causa das mudanças nos ventos e talvez das correntes oceânicas."

Mas se a atual tendência puder ser parcialmente atribuída às ações humanas, Mark Serreze acredita que é um grande motivo para preocupação.

"O que estamos vendo é um processo no qual começamos a perder gelo durante o verão", disse ele, "então, as áreas que antes eram cobertas por gelo agora são água, e águas escuras."

"Essas águas escuras absorvem muita energia solar, muito mais do que o gelo, e o que acontece é que quando o oceano começa a esquentar, fica ainda mais difícil para que novas camadas de gelo se formem durante o outono e o inverno."

Segundo o pesquisador, parece que agora chegamos a um este ponto.

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