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Consulado orientou brasileiros a deixar Houston | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O consulado do Brasil em Houston orientou os brasileiros que vivem na cidade a deixar a região, mas não ofereceu nenhum tipo de transporte. “Não temos recursos para isso, e além disso a grande maioria das pessoas tem seus próprios recursos”, disse à BBC Brasil o cônsul Carlos Pimentel. Ele estima que cerca de 5 mil brasileiros vivem na cidade, mas diz que não há brasileiros na região costeira do Texas, como na ilha de Galveston, que foi totalmente evacuada nesta quinta-feira e deve ser a primeira parte do Estado a ser atingida pelo furacão Rita. “O problema são os brasileiros sem documentos, que resistem em entrar em contato com o consulado”, afirma Pimentel. Ele diz não saber quantos estão nesta situação. A orientação para deixar Houston antes de sexta-feira começou já na segunda-feira, através do contato pessoal com empresas e pessoas conhecidas dos diplomatas e funcionários do consulado, e contou com a ajuda das igrejas evangélicas brasileiras instaladas na região. Congestionamento Nesta quinta-feira, a representação diplomática ficou fechada e os funcionários também foram orientados a deixar a cidade. Vários deles foram para Dallas, onde Pimentel pretende instalar um escritório temporário num hotel a partir desta sexta-feira. Mas na quinta-feira à noite, ele ainda estava na estrada. “Estamos há 14 horas viajando e ainda não estamos nem na metade do caminho”, contou por volta de 21h (23h em Brasília). Nesse período, ele havia percorrido cerca de 160 quilômetros, com a mulher, um funcionário da embaixada e o filho. “Está tudo congestionado. Quando rodamos é no máximo a dez quilômetros por hora”, afirmou. O maior medo do cônsul, como o de outros motoristas que enfrentaram os longos congestionamentos, era ficar sem gasolina. “Ainda tenho bastante, mas já estou procurando posto para abastecer. O problema é que a polícia fechou todas as saídas para as cidades pequenas aqui no caminho”, contou. O calor intenso, de cerca de 35 graus, dificulta ainda mais a viagem. |
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