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Atualizado às: 02 de setembro, 2005 - 19h25 GMT (16h25 Brasília)
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Hospital opera em condições 'horríveis e perigosas' em Nova Orleans
Mulher procura ajuda médica para mulher doente em Nova Orleans
Furacão Katrina provocou colapso da saúde pública na cidade
Milhares de pessoas continuam sem água ou comida em Nova Orleans, à espera de ajuda das autoridades após o furacão Katrina ter deixado grande parte da cidade debaixo d'água.

Os relatos dos desabrigados revelam o desespero e a ineficácia dos serviços de saúde pública diante da dramática situação.

Falta medicamentos nos hospitais – muitos deles estão atendendo pacientes em estado crítico à luz de lanternas, devido à falta de energia elétrica.

"Estamos trabalhando em condições horríveis e perigosas para os pacientes. Temos pinicos portáteis que estão transbordando fezes sobre o chão. Estamos atendendo no escuro, apenas com uma lanterna. Precisamos de ajuda para sair daqui o mais rápido possível", disse à BBC uma enfermeira no Charity Hospital, no centro de Nova Orleans.

"Fezes no chão"

Uma colega dela disse que o hospital está basicamente "fazendo um tratamento de terceiro mundo, medicina de país em desenvolvimento, ou provavelmente algo ainda mais desesperador".

"Temos muito pouca comida para dar aos nossos pacientes. Temos cerca de 200 pacientes e cinco já morreram", observou outra funcionária do hospital.

Um médico no mesmo hospital disse que parece que sua equipe foi esquecida pelo governo.

Quatro dias após a passagem do furacão, muitos moradores, sobretudo aqueles nas áreas mais pobres de população negra de Nova Orleans, não tiveram nem mesmo a possibilidade de receber atendimento médico ou remessas de comida e água potável.

Segundo correspondentes na cidade, há corpos apodrecendo nas águas que cobrem as ruas, e muitas crianças apresentam sintomas de intoxicação e diarréia.

"Meu bebê está chorando, não tenho mamadeira para dar a ele", contou uma mulher abrigada no estádio coberto Superdome.

"Há recém-nascidos aqui que não têm leite, idosos que precisam de seus remédios. Está fedendo, há corpos de mortos em toda parte, precisamos sair daqui."

66Nova Orleans
Caos na cidade chega ao quarto dia; veja fotos.
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