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Advogada da família de Jean exige respostas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A advogada britânica Gareth Peirce, que representa a família do eletricista Jean Charles de Menezes, exigiu respostas sobre as circunstâncias da morte do brasileiro pela polícia britânica durante uma ação antiterrorismo em Londres, no último dia 22. Na manhã desta quinta-feira, Peirce passou uma hora e meia reunida com representantes da comissão independente que investiga a ação policial, onde pediu que eles investiguem o que exatamente aconteceu, por que aconteceu e por que as informações reveladas esta semana não foram reveladas logo após a morte de Jean de Menezes. A reunião foi convocada depois que foram vazadas informações sobre as circunstâncias da morte de Jean de Menezes, que confirmam que ele não estava usando um casaco de inverno, não saltou a roleta do metrô e nem correu da polícia, contrariando os comunicados da polícia à época da morte dele. "A polícia disse que ele estava definitivamente ligado ao terrorismo, ele não estava. Disse que ele usava um casaco de inverno, ele não usava; e disse que ele correu, o que ele também não fez", disse Peirce. "Tudo isso é novo. Nós achamos que (quem quer que tenha vazado as informações para a imprensa) prestou um serviço público. Nós descobrimos a maior parte do que sabemos através da imprensa", disse ela. Informações erradas
"(A ação da polícia) foi uma bagunça caótica. Nós pedimos à comissão que investigue o quanto foi incompetência, negligência" e o que ela chamou de "sinistro", que poderia ser interpretado como "intencional". Ela também disse que comunicou à comissão sua profunda insatisfação com o modo como o processo está sendo levado. "Queremos que a investigação não seja adiada, nem estendida. Não vemos razão para que o processo não possa ser rápido." Peirce disse ainda que a política de "atirar para matar" adotada pela polícia está no centro de um debate público e que este debate, até agora, estava baseado em premissas não verdadeiras. "O debate tem que ser baseado em fatos", disse ela. A advogada também revelou que a família do eletricista deve chegar à Grã-Bretanha na semana que vem para acompanhar as investigações sobre as circunstâncias da morte dele. |
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