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Astronautas do Discovery fazem 2ª caminhada no espaço | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Astronautas do ônibus espacial Discovery realizaram nesta segunda-feira sua segunda expedição fora da nave desde que ela foi lançada, há seis dias. O japonês Soichi Noguchi e o americano Steve Robinson saíram para o espaço para realizar reparos externos na Estação Espacial Internacional pouco antes das 05h40 (hora de Brasília). Seu principal objetivo é trocar um giroscópio que controla os movimentos da nave que vem apresentando defeitos há cerca de três anos. A estação possui três giroscópios que a mantém em sua posição correta em relação à Terra. Cada uma dessas peças pesa cerca de 300 quilos e tem o tamanho de uma máquina de lavar. Atualmente a Estação Espacial Internacional precisa de apenas duas delas para controlar sua "altitude", ou orientação. A terceira é apenas uma reserva. Mas se um segundo giroscópio apresentar defeito, a estação precisará usar motores em seu módulo russo para ficar na posição correta. O centro de controle na Terra despertou a tripulação do ônibus espacial Discovery com a música "Walk of Life", da banda Dire Straits. Robinson disse que este era "um grande dia" para uma caminhada no espaço. A caminhada estava programada para durar seis horas e meia. Enquanto isso, a Nasa, agência espacial americana, segue analisando imagens para investigar possíveis danos provocados pelo descolamento de um pedaço de espuma durante o lançamento do Discovery, na terça-feira. Estão programadas três saídas ao espaço durante a viagem do Discovery. A missão espacial deve se prolongar por mais um dia, além dos 12 previstos originalmente, em resposta a um pedido feito pela Estação Espacial Internacional por ajuda com tarefas suplementares. Problemas Na sexta-feira, o vice-diretor da missão, Wayne Hale, afirmou que os danos a uma das peças do revestimento de uma área sensível próxima ao sistema de aterrissagem não devem ter perfurado a barreira de isolamento térmico mais interna da nave. Entretanto, Hale disse que os especialistas agora encontraram dois pedaços de material "preenchedor" em saliência na parte de baixo da Discovery. Esse material, feito de um tecido cerâmico, preenche os espaços entre as peças de revestimento térmico nas curvas do ônibus espacial. Essas protuberâncias poderiam atrapalhar a aerodinâmica da nave quando ela penetrar na atmosfera terrestre, aumentando a turbulência e aumentando a temperatura externa. Mas Hale nega que o problema seja grave. "Estamos tentando entender, com rigor de engenharia e com análises, como essas peças vão reagir na volta do Discovery à atmosfera", afirmou. Esta é a primeira missão da Nasa com um ônibus espacial desde o acidente com o Columbia, em 2003, que se desintegrou ao entrar na atmosfera, matando os sete astronautas a bordo. |
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