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Astronautas saem do Discovery para testar reparos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Astronautas do ônibus espacial Discovery realizam, neste sábado, a primeira expedição fora da nave desde que ela foi lançada, há quatro dias. O japonês Soichi Noguchi e o americano Steve Robinson saíram para o espaço pouco antes das 7h (hora de Brasília) para, entre outras tarefas, testar as ferramentas e os recursos de reparo do ônibus espacial. A expedição deve terminar às 12h15 (hora de Brasília). Enquanto isso, a Nasa, agência espacial americana, segue analisando imagens para investigar possíveis danos provocados pelo descolamento de um pedaço de espuma durante o lançamento do Discovery, na terça-feira. Estréia Noguchi e Robinson, "estreantes" no chamado "spacewalking" ("passeio no espaço", em tradução livre), devem testar os métodos de reparo do revestimento que faz parte do sistema de aquecimento da nave, além de reestabelecer o fornecimento de energia a um giroscópio que havia falhado. Noguchi terá uma hora para simular uma técnica de reparo que aplica uma pasta granulada ao revestimento. Enquanto isso, Robinson trabalha com um kit de ferramentas sobre os painéis que cobrem partes da asa, do bico e de outras áreas da nave que estão expostas a um maior aquecimento. Na sexta-feira, os astronautas começaram a se preparar para a saída ao espaço, inalando oxigênio puro por uma hora. O objetivo do exercício é eliminar nitrogênio da circulação sanguínea, o que ajuda a proteger o organismo fora da nave. A tripulação do Discovery também diminuiu a pressão na cabine para ajudar os astronautas a se acostumarem com o ambiente que encontram quando estão com suas roupas espaciais. Estão programadas três saídas ao espaço durante a viagem do Discovery. A missão espacial deve se prolongar por mais um dia, além dos 12 previstos originalmente, em resposta a um pedido feito pela Estação Espacial Internacional por ajuda com tarefas suplementares. Problemas Na sexta-feira, o vice-diretor da missão, Wayne Hale, afirmou que os danos a uma das peças do revestimento de uma área sensível próxima ao sistema de aterrissagem não deve ter perfurado a barreira de isolamento térmico mais interna da nave. Entretanto, Hale disse que os especialistas agora encontraram dois pedaços de material "preenchedor" em saliência na parte de baixo da Discovery. Esse material, feito de um tecido cerâmico, preenchem os espaços entre as peças de revestimento térmico nas curvas do ônibus espacial. Essas protuberâncias poderiam atrapalhar a aerodinâmica da nave quando ela penetrar na atmosfera terrestre, aumentando a turbulência e aumentando a temperatura externa. Mas Hale nega que o problema seja grave. "Estamos tentando entender com rigor de engenharia e com análises como essas peças vão reagir na volta do Discovery à atmosfera", afirmou. Esta é a primeira missão da Nasa com um ônibus espacial desde o acidente com o Columbia, em 2003, que se desintegrou ao entrar na atmosfera, matando os sete astronautas a bordo. |
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