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Questão do visto é 'irrelevante', diz comissão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da comissão independente de queixas sobre a polícia (IPCC), Nick Hardwick, chamou de "irrelevante" a informação do Ministério da Justiça britânico, que disse não reconhecer o visto carimbado no passaporte de Jean Charles de Menezes. Para Hardwick, que falou com jornalistas nesta sexta-feira do lado de fora da estação de metrô de Stockwell, onde o brasileiro foi morto, é surpreendente que o governo britânico tenha divulgado a informação. Ele garantiu que o IPCC não "divulgará nenhuma informação parcial até que os fatos sejam estabelecidos de uma forma precisa". "No momento, é melhor que muitas pessoas fiquem quietas”, disse Hardwick, ao lado de flores e cartazes para Jean Charles de Menezes, que foram colocados na estação nesta sexta, uma semana após a sua morte. Câmeras de TV Um dos primos de Jean Charles, Alessandro Pereira, esteve no local para depositar uma coroa de flores. Policiais e funcionários do metrô fizeram um minuto de silêncio, a pedido de um brasileiro que passava pela estação de Stockwell, no momento da visita de Alessandro Pereira. Vivian Figueiredo, uma outra prima do eletricista brasileiro, teria dito que ele não havia pulado a roleta da estação antes de ser perseguido e morto pelos policiais. Indagado pela BBC Brasil se o relato de Vivian seria levado em conta, Nick Hardwick disse que não acreditará "em relatos da imprensa, nem nos de pessoas, nem no que a polícia contar até que tenhamos estabelecido os fatos". "Alguns que especularem antes da hora poderão fazer papel de tolos quando os fatos emergirem”, disse. Ele garantiu que as investigações estão indo bem, dando a entender que já sabe, por exemplo, se Jean Charles de Menezes pulou ou não a roleta. Mas disse que não comentaria o assunto, apesar de ter dito que já viu as imagens colhidas pelas câmaras de CCTV em Stockwell, no momento do incidente. O investigador afirmou que as imagens estão sendo estudadas e que no momento, "o importante é coletar o máximo possível de informações, muitas das quais já nos foram passadas pela polícia". Família Hardwick disse que a comissão também irá contactar a família de Menezes, bem como seus representantes legais. "Ainda não o fizemos porque não é o momento. Hoje é o dia do funeral e queremos respeitar o pesar de seus familiares." Ele acrescentou ainda que a comissão está também estudando a chamada política de "atirar para matar", usada para justificar a morte de Jean Charles de Menezes, que teria sido confundido por policiais com um homem-bomba. "Estamos pesquisando a política que supostamente justificou esse incidente. No momento, nem mesmo sei se de fato existe a chamada política de atirar para matar", disse o investigador. Hardwick também apelou para que pessoas que tenham visto alguma coisa que possa ajudar na investigação da morte de Jean Charles de Menezes que entrem em contato com a comissão. |
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