|
IRA decreta fim de campanha armada na Irlanda do Norte | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O IRA, o Exército Republicano Irlandês, anunciou formalmente nesta quinta-feira o fim de sua campanha armada e a decisão de lutar por seus objetivos de forma pacífica, por meios políticos. Num comunicado que vinha sendo aguardado há muito tempo, a organização anunciou que vai seguir o caminho democrático pondo fim a mais de 30 anos de violência. O comunicado afirma que a decisão entra em vigor a partir da tarde desta quinta-feira e que todas as unidades da organização foram ordenadas a depor suas armas. Voluntários do IRA foram instruídos a ajudar no desenvolvimento do que a organização chamou de programas “puramente políticos e democráticos”. Debate A decisão foi tomada depois de um debate dentro do próprio IRA, provocado pelo presidente do Sinn Fein – o braço político da organização –, Gerry Adams, para que a organização lutasse por seus objetivos exclusivamente por meios políticos. O IRA é responsabilizado por cerca de 1,8 mil assassinatos durante o conflito na Irlanda do Norte. Quando fez o apelo à organização, em abril passado, Adams disse que se tratava de uma "tentativa genuína de levar o processo de paz adiante". O IRA luta pelo fim da presença britânica na Irlanda do Norte, que levaria a uma Irlanda unida. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||