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EUA criam acordo sobre clima paralelo a Kyoto | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos e mais cinco países da Ásia anunciaram nesta quinta-feira um acordo paralelo ao Protocolo de Kyoto para combater o aquecimento global. A iniciativa, liderada pelos Estados Unidos e que foi revelada em uma reunião de cúpula dos países da Ásia, visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa dos países envolvidos e o desenvolvimento de tecnologias mais limpas. Além dos Estados Unidos, participam do acordo a China, Austrália, Índia, Coréia do Sul e Japão. Juntos, eles são responsáveis por cerca de metade das emissões de gases de efeito estufa do mundo. Mas, ao contrário do Protocolo de Kyoto, o acordo firmado em Vientiane, capital do Laos, não é compulsório e não possui mecanismos para aplicação de suas medidas. Complementação O novo acordo vai permitir que os países participantes estabeleçam suas metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa de forma individual. O Japão afirmou que o pacto não significa uma alternativa, apenas vai “complementar” o Protocolo de Kyoto. Dos países envolvidos no acordo fechado no Laos, apenas o Japão participa do Protocolo de Kyoto, firmado em 1997 e que entrou em efeito no começo de 2005 como um pacto internacional que institui metas para os países industrializados cortar suas emissões de gases de efeito estufa. Estados Unidos e Austrália alegam que o problema da mudança climática só deve ser discutido se o desenvolvimento e o crescimento econômico não forem prejudicados. Os dois governos estavam em busca de um acordo alternativo a Kyoto. O ministro do Exterior australiano, Alexander Downer, descreveu a parceria como a construção de interesses comuns. Segundo Downer o acordo visa discutir as preocupações com energia, mudança climática e poluição atmosférica de uma forma que faça “sentido económico”. O ministro australiano anunciou que a primeira reunião de cúpula dos países participantes do acordo deve ocorrer em Adelaide, na Austrália, ainda em 2005. |
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