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Países chegam a acordo em encontro da ONU sobre clima | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Integrantes da conferência sobre mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) resolveram um impasse de última hora na conclusão do encontro e aprovaram um acordo que determina como serão as discussões sobre formas de combate ao aquecimento global quando o Protocolo de Kyoto expirar, em 2012. Depois de discussões que duraram praticamente toda a noite desta sexta-feira, a União Européia e os Estados Unidos encerraram uma longa disputa sobre o formato das conversas a respeito de que passos serão tomados além do Protocolo de Kyoto. O compromisso prevê a realização de um seminário em maio de 2005. Porém, na sessão final da conferência, quando a proposta foi apresentada aos países em desenvolvimento, a Índia - apoiada por países como a China, a Arábia Saudita e o Paquistão - exigiu uma garantia por escrito de que o seminário não levaria à imposição de compromissos de redução de carbono aos países em desenvolvimento. A reivindicação foi rejeitada pela União Européia, mas os integrantes conseguiram chegar a um novo acordo. Noite adentro Para esboçar a proposta apresentada no final da conferência, representantes da União Européia e dos Estados Unidos estenderam as discussões horas além do fim oficial da conferência de duas semanas, realizada em Buenos Aires, na Argentina. Enquanto trabalhadores desmontavam as instalações da conferência, os delegados continuavam conversando. Os europeus queriam várias reuniões informais a partir do ano que vem para discutir como combater o aquecimento global quando o Protocolo de Kyoto expirar, em 2012. Porém, os Estados Unidos conseguiram ter atendido seu pedido de apenas uma reunião, em maio de 2005, mas concordaram que ela seria realizada durante vários dias. 'Prematuro' "Os americanos conseguiram um bom acordo com os europeus", disse o diplomata argentino Raul Estrada Oyuela. O encontro em maio do ano que vem vai "promover uma troca informal de informações" de como cortar emissões danosas e realizar adaptações às mudanças climáticas, segundo o rascunho do texto do acordo. Os Estados Unidos resistiram a qualquer possibilidade de conversas sobre uma ação de longo prazo depois de 2012, quando as metas de corte de gases causadores do efeito estufa previstas no Protocolo de Kyoto expiram. O país considera essas discussões prematuras e queria que o foco principal da conferência fossem os programas para desenvolver tecnologias de queima mais limpa. Os Estados Unidos são o país que mais polui no mundo e se recusaram a assinar o Protocolo de Kyoto, alegando que a adesão ao acordo prejudicaria sua economia. |
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