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Ministério da Saúde revê acordo com laboratório | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O acordo entre o Ministério da Saúde e o laboratório farmacêutico americano Abbott sobre a redução do preço do remédio anti-retroviral Kaletra não foi fechado oficialmente, informou a assessoria do Ministério nesta quinta-feira, contrariando um anúncio feita na semana passada. Numa entrevista publicada nesta quinta no jornal Correio Braziliense o recém-empossado ministro da Saúde, José Saraiva Felipe, diz que o acordo que permitiria a redução dos custos do medicamento comprado pelo governo e distribuído gratuitamente a portadores do vírus HIV não havia sido formalizado. Na sexta-feira passada, o site do Ministério da Saúde divulgou uma nota anunciando o acordo, pelo qual a Abbott teria concordado em vender o medicamento pelo preço "mais vantajoso do mundo" e em transferir, a partir de 2009, a tecnologia necessária para a produção do medicamento ao laboratório do governo Farmanguinhos. Quando a nota foi divulgada, o titular da pasta ainda era Humberto Costa, substituído por Saraiva Felipe. As condições teriam sido acordadas mediante a ameaça do Ministério de quebrar a patente do Kaletra, caso o laboratório não reduzisse o preço do remédio. A assessoria de imprensa do Ministério disse, no entanto, que as negociações "não foram encerradas" e que a equipe do ministro está revendo os termos inicialmente acertados. De acordo com as informações fornecidas pela assessoria, Saraiva Felipe "pretende manter" os termos do acordo. O Kaletra é um dos anti-retrovirais mais usados por portadores do vírus HIV. O governo brasileiro estima em 600 mil o número de brasileiros infectados com o HIV. |
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